30.5.13

A loucura do evangelho ou a loucura dos evangélicos?

O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18, 21, 23; 2.14; 3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava esta palavra (Atos 26.24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estóicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (Atos 17:18-32). O Evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há de que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos e não como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pedro 4.15-16).

Nesta mesma linha, na carta que escreveu aos coríntios, o apóstolo Paulo, a certa altura, pede que eles evitem parecer loucos: "Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?" (1Co 14:23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamem de loucos a não ser a pregação da cruz.

Infelizmente os evangélicos - ou uma parte deles - não deu ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer loucos. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas, que acabamos dando aos inimigos de Cristo um pau para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não por que pregamos a Cristo, e este crucificado, mas pelas sandices, tolices, bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.

O que vocês acham que o mundo pensa de uma visão onde galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus, trazendo uma revelação profética a um pastor? Podemos dizer que o ridículo que isto provoca é resultado da pregação da cruz? Ou ainda, o pastor pião, que depois de falar línguas e profetizar, rodopia como resultado da unção de Deus? Ou ainda, a "unção do leão" supostamente recebida da parte de Deus durante show gospel, que faz a pessoa andar de quatro como um animal no palco?

Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da burra de Balaão, e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas, a diferença é que a burra falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época faltavam profetas - Deus só tinha uma burra para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação. Mas não me parece que este é o caso.

Sei que Deus mandou profetas andarem nus e profetizarem e fazerem coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestre e gafanhotos e se vestirem de peles de animais. Tudo isto fazia sentido naquela época, onde a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e onde estes profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo qualquer semelhança entre o pastor pião, a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is 20:2-4).

Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queria Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do Evangelho, e não o fruto de nossa própria insensatez.

Eu não me envergonho da loucura do Evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam de evangélicos.

Augustus Nicodemus

14.2.13

A Renúncia do Papa Bento XVI e o Relógio Profético de Deus.

A primeira reação foi de espanto, a segunda de reflexão e a terceira a de ligar o botão de alerta.

Precisamente nesta ordem foi como fiquei, quando soube da noticia da renúncia do Papa Bento XVI.

Espanto, por nunca ter ouvido falar de um Papa que abandonou o trono de S.Pedro. 

Mas após saber das razões que o levaram a tomar esta atitude, fui levado a reflexão de tal ato.


Penso que foi um ato de muita coragem e dignidade e que serve até de exemplo para muitos pastores do nosso meio evangélico.

Pois todos nós conhecemos pastores que já ultrapassaram o prazo de validade, mas mesmo assim não passam o bastão, não desocupam o púlpito, mesmo sem mais nada ter para "dar" as pobres ovelhinhas.

Porém, já liguei o botão do sinal de alerta, pois penso que  esse tempo de estagnação que estamos vivendo, esta maresia e este mar de indiferença em  que a igreja mergulhou nos últimos 20 anos, está chegando ao fim.

O Papa que ora sai é considerado um conservador e a Igreja Católica perdeu muito espaço, influencia e poder e uma guinada ao liberalismo seria algo plenamente aceitável pela atual sociedade de nossa Sodoma e Gomorra.

O relógio profético de Deus andou 10 minutos.

E agora creio que nós somos sim a geração do arrebatamento, pois todas as peças do quebra-cabeças profético já estão 99% encaixadas, só falta o surgimento do AntiCristo, pois o falso profeta saberemos que é, quando o novo Papa assumir.

Maranata!!!!

27.12.12

APESAR DE TUDO, FELIZ ANO NOVO


O tempo não para; e, já estamos longe.
Logo passaremos para o 4º ano da 2º década do 1º século do 3º milênio.
O tema favorito do momento continua sendo sobre o fim do mundo.


Desde que passamos para o novo milênio o assunto não muda e, as especulações sobre o fim do mundo vão desde a possibilidade da morrermos congelados pelo fato do afastamento gradual da Terra do Sol conforme previsão do Dr. Kaku; passando pelo aquecimento global com possibilidade de sermos engolidos pelo Sol por ele ser uma Estrela e poder inchar ate não querer mais, haja visto, as explosões solares que constantemente chegam a Terra; daí cruzamos com os Asteroides segundo a Nasa, foi catalogado cerca de 90% dos maiores asteroides cuja órbita pode passar pela Terra. Esse mapeamento feito pelos cientistas sugere que há cerca de mil asteroides próximos a Terra com o tamanho de uma montanha ou maior e, pode nos esmagar a qualquer momento.
Misericórdia.


Como se não bastasse, têm ainda notícias dos cientistas as voltas com os tais vírus influenza AH5N1, responsável por causar a gripe aviária. Segundo os caras é uma possibilidade real e pode infectar todo mundo. Mas, o que não muda há muito tempo é a ameaça de uma guerra nuclear - Estimativas garantem que há 20 mil ogivas nucleares espalhadas pelo mundo. A maioria é controlada pelos Estados Unidos e Rússia, e, basta uma dedada errada, e, adeus Terra.


É neste ritmo de incertezas que vamos entrar em 2013.
A coisa ta tão duvidosa, que não sabia se este artigo chegará a ser publicado,, visto que ainda estava previsto o fim do mundo [esqueça os detalhes] para o dia 21 de dezembro de 2012, ou até que apareça outras datas. Mesmo que seja de civilizações barbaras como os Incas, Maia ou de povos idólatras como os Indus......


Mas a despeito de todas essas previsões macabras, não vejo ninguém tentando entender honestamente e humildemente a Deus a fim de se salvar; não vejo ninguém procurando se proteger do Diabo que segundo ele mesmo disse a Deus vive andando por aí. Não vejo ninguém se afastando das voltas do inimigo ao derredor a procura de brechas ou fendas por onde ele possa entrar pelo caráter [Is. 30,13].


Já que a realidade do momento é essa, sugiro o mesmo que Tiago aconselhou:
“Enfrentem o Diabo e ele fugirá de vocês” [Tg. 4,7].
Façam como a igreja de Cristo, que apesar dos ataques auferidos via comentários mal-intencionados que chegam de todos os lados ate de nós mesmos, permanece em silêncio, buscando a face de Deus em oração chorando e clamando de joelho como aconteceu na Reforma do Século 16.


Portanto não só de malignas previsões viverá o novo ano, mas da vontade de Deus.
Não só de paixões humanas vive este mundo, mas do portar-se com temor ao Senhor [1Pe 1,17].
Já gastamos muito tempo com nossos desejos carnais, que nos escravizava, aproveitemos o novo tempo que está chegando, vamos sair deste cativeiro para outra esfera de vida com Cristo em meio a sua maravilhosa graça [Cl 1,13].


Quem pode levantar a mão contra um nomeado pela graça do Senhor?
Sim, está é a admirável absolvição de seguir Jesus, pois este pode julgar e decidir causas [1Rs3];
arregimentar um novo emprego [1Rs 5];
escolher uma esposa [2Sm 13];
dispor de propriedades [2Sm 9];
recomendar e designar na política [ 1Rs 2];
recusar ordens ilegais [1Sm 22];
dessa forma, a sabedoria, sinceridade, amor pela verdade, temperança, justiça e misericórdia o acompanhará todos os dias pela graça do Senhor Jesus.


2013, será o ano da vitoria definitiva do povo de Deus, que, com um único olhar, esmiúça todo mal [Pv. 20].


Amem? Amem!

1.12.12

Meu relacionamento com Jesus é maior do que as minhas crenças.


Crença é a afirmação racional que descreve a realidade, o mundo que nos cerca descrito em palavras, o conjunto de doutrinas que adotamos para organizar a realidade e nos situarmos nela, isto é, a maneira como enxergamos o mundo, a vida, e como devemos nos comportar de modo a que nossa existência tenha sentido: significado e direção. 
Existem crenças filosóficas, ideológicas, científicas e, principalmente, religiosas. A crença diz respeito ao que acreditamos: que o homem é a medida de todas as coisas, que o capitalismo é o melhor modelo econômico, que a terra gira ao redor do sol, que Jesus Cristo é Deus, por exemplo.

As religiões estão baseadas em crenças: os muçulmanos acreditam que a revelação definitiva de Deus foi dada a Maomé; os judeus acreditam na Lei de Moisés; os budistas acreditam que todo ser humano pode atingir a iluminação e se tornar um Buda. 
Dentro de cada sistema religioso existem também divisões em razões de crenças diferentes. Por exemplo: os cristãos chamados arminianos (de Jacobus Arminius), em geral, acreditam que é possível perder a salvação, e os cristãos de tradição calvinista (de João Calvino) acreditam que uma vez salvo, pra sempre salvo, e que se alguém não foi para o céu é porque nunca foi salvo.

As crenças têm uma característica paradoxal: ao mesmo tempo em que aproxima as pessoas, afastam as gentes. As pessoas se ajuntam ao redor de suas crenças, gostam de ficar na companhia de quem tem as mesmas idéias, pratica os mesmos rituais e se comporta de acordo com as mesmas regras morais. O problema é que, geralmente, estas pessoas unidas pelas crenças comuns declaram guerra a todo mundo que não concorda com elas.

Quando Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, estabelece uma nova dimensão de relação com a verdade. A partir dessa declaração de Jesus, a verdade não é mais uma questão de crença, pois já não se trata de explicar e descrever a realidade de maneira racional, mas de se relacionar com uma pessoa: o próprio Jesus
Novo Testamento Judaico traduz corretamente João 3.16: “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo que nele confia possa ter vida eterna, em vez de ser completamente destruído”. 
A relação com  Jesus transcende a questão da crença –acredito ou não acredito. 
É uma questão de fé – confio ou não confio, entrego a ele minha vida ou não entrego.
As crenças pretendem traduzir a verdade em palavras. Mas o relacionamento com uma pessoa será sempre maior do que sua descrição, até porque toda pessoa é sempre maior do que as palavras conseguem descrever.

Esta é a razão porque o relacionamento com Jesus está na dimensão da , e não da crença. Meu amigo Paulo Brabo, que me ajudou a entender essas coisas, disse algo interessante: “Não tenho como recomendar a crença; sua única façanha é nos reunir em agremiações, cada uma crendo-se mais notável do que a outra e chamando o seu próprio ambiente corporativo de espiritualidade. Não tenho como endossar a crença; não devo dar a entender que a espiritualidade pode ser adequadamente transmitida através de argumentos e explicações. Não devo buscar o conforto da crença; o Mestre tremeu de pavor e não tinha onde reclinar a cabeça. Não devo ouvir quem pede a tabulação da minha crença; minha fé não é aquilo em que acredito.

Nunca deixa de me surpreender que para o cristianismo Deus não enviou para nos salvar um apanhado de recomendações ou uma lista suficiente de crenças, mas uma pessoa. Minha espiritualidade não deve ser vivida ou expressa de forma menos revolucionária. 
Não pergunte em que acredito”
Ao que eu acrescentaria: a pessoa em quem confio – 
Jesus Cristo, é mais importante do que as coisas em que acredito.

Por  Ed René Kivitz.

26.11.12

JESUS É MUITO MAIS QUE RELIGIÃO !



Muitos pensam que Jesus Cristo quer que sejamos religiosos.
Eles pensam que Jesus veio para tirar toda a diversão da vida e nos dar regrar impossíveis de seguir.
Eles estão dispostos a chamá-lo de grande líder do passado, mas dizem que ele não é relevante para as suas vidas hoje em dia.
Josh McDowell era um universitário que pensava que Jesus era somente outro líder religioso que definiu regras impossíveis de seguir.
Ele pensava que Jesus era totalmente irrelevante para sua vida.
Então um dia, em uma mesa de refeições de um grêmio estudantil, McDowell sentou-se ao lado de uma vibrante e jovem colega com um sorriso radiante. Intrigado, ele perguntou a ela por que ela estava tão feliz.
Sua resposta imediata foi“Jesus Cristo!” 
Jesus Cristo?
 McDowell rosnou, disparando de volta:
“Ah, pelo amor de Deus, não comece com isso. Estou cheio de religião, cheio da igreja e cheio da Bíblia. Não comece com esse lixo sobre religião.”
Mas a jovem não se alterou e calmamente informou,
“Senhor, eu não disse religião, eu disse Jesus Cristo.”
McDowell ficou perplexo. 
Ele nunca havia considerado Jesus mais do que uma figura religiosa e ele não queria fazer parte da hipocrisia da igreja. Ainda assim aqui estava esta alegre cristã falando sobre Jesus como de alguém que havia trazido sentido à sua vida.
Cristo alegou responder a todas as profundas questões sobre nossa existência.
Em um momento ou outro, todos nos questionamos sobre o sentido da vida.
Você já olhou as estrelas em uma noite negra e perguntou-se quem as colocou lá? 
Ou olhou um pôr-do-sol e pensou sobre as maiores questões da vida:
  • “Quem sou eu?”
  • “Por que estou aqui?”
  • “Para onde vou depois que morrer?”
Apesar de outros filósofos e líderes religiosos ofereceram suas respostas sobre o sentido da vida, mas somente Jesus Cristo provou suas credenciais voltando dos mortos.
Céticos como McDowell que originalmente zombavam da ressurreição de Jesus descobriram que existem evidências convincentes que isto realmente aconteceu.
Jesus concede real sentido à vida.
Ele disse que a vida é muito mais do que ganhar dinheiro, divertir-se, ter sucesso e terminar em um cemitério. 
Ainda assim, muitas pessoas tentam encontrar sentido na fama e no sucesso.

18.10.12

Eleições Americanas: é entre um mórmon progressista contra um evangélico doidamente progressista.

Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm mais uma maioria protestante, de acordo com um estudo recente. Essa foi uma das principais manchetes da mídia americana nesta semana.
Desde que os Peregrinos chegaram, os EUA eram uma nação predominantemente protestante. Mas o século XXI trouxe mudanças drásticas. A percentagem de adultos protestantes nos EUA atingiu 48 por cento em sua constante queda desde décadas atrás. Enquanto isso, o número de americanos que não têm nenhuma religião está crescendo, especialmente entre os brancos.Essa é a primeira vez que o Fórum Pew sobre Religião & Vida Pública registrou com segurança que o número de protestantes caiu para baixo de 50 por cento.
Essa queda já era há muito tempo esperada e chega numa época em que o Supremo Tribunal dos EUA não tem nenhum juiz protestante, e quando o Partido Republicano, cujos líderes são historicamente protestantes, tem um candidato a presidente e vice-presidente que não são protestantes. Entre os motivos para a mudança está que as grandes denominações protestantes tradicionais, abraçadas a um liberalismo agressivo que tem produzido pastores presbiterianos, luteranos e anglicanos gays, tem afastado membros mais conservadores, que buscam alternativas, inclusive nas igrejas não-denominacionais, que são majoritariamente carismáticas e neopentecostais. As igrejas mais carismáticas são mais conservadoras, mais fechadas à ordenação de pastores gays e mais abertas ao Espírito Santo e seus dons, enquanto as grandes denominações protestantes tradicionais dos EUA são geralmente o exato oposto: são mais progressistas, mais abertas à ordenação de pastores gays e mais fechadas ao Espírito Santo e seus dons. Mas nem todos estão optando pelas igrejas não-denominacionais. Um grande número de membros simplesmente abandona as igrejas protestantes tradicionais e fica sem religião. O número desses americanos que não quer nenhuma religião está agora em 20 por cento.

De acordo com reportagem recente da revista Veja, “43% dos evangélicos no final da adolescência e jovens adultos deixaram a igreja tradicional [presbiteriana, luterana, batista, etc.] para seguirem crenças mais liberais.”
A grande preocupação é que, com o crescimento explosivo do liberalismo nas igrejas protestantes e a perda constante de seus membros, o protestantismo nos EUA está seguindo o caminho da Europa, onde as igrejas da Reforma estão lutando para não morrer. Essa tendência tem implicações políticas, inclusive para o futuro dos EUA.
Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente em políticos esquerdistas, que já contavam com um apoio considerável dos eleitores protestantes progressistas.
O Pew revelou que os americanos que não têm religião apoiam o aborto e o “casamento” gay numa taxa muito mais elevada do que os protestantes progressistas.
Os evangélicos progressistas sempre foram um importante eleitorado do Partido Democrático, de linha agressivamente esquerdista. Mas agora os americanos sem religião demonstram ser eleitores mais sólidos para esse partido.
O presidente Barack Obama, que é do Partido Democrático, é um evangélico progressista e grande promotor do islamismo.
Os evangélicos conservadores, compostos em grande parte por carismáticos, pentecostais e neopentecostais, preferem o Partido Republicano, que tem metas políticas relativamente menos progressivas, mas está cada vez menos conservador e está sob menos influência evangélica.
Pela primeira vez na história do Partido Republicano, o candidato a presidente, Mitt Romney, é um homem pertencente ao mormonismo, uma seita não cristã.
O eleitor cristão conservador se depara com um dilema cruel na escolha dos candidatos na disputa presidencial de 2012: um mórmon de intenções duvidosas ou um evangélico progressista que não deixa dúvida alguma com relação à sua intenção já muito bem conhecida de impor a agenda gay no mundo inteiro, com a poderosa máquina do governo americano. 
Romney pode ser menos agressivo, mas seu histórico político é também progressista. O primeiro estado americano a legalizar o “casamento” gay foi Massachusetts, sob o governo de Romney.

Assim, a disputa de 2012 é entre um mórmon progressista com um evangélico doidamente progressista.

O avanço conservador moral decisivo hoje na sociedade e política americana vem sendo feito majoritariamente por carismáticos e neopentecostais, mas eles não têm ainda os números e poder social e político que as igrejas protestantes tradicionais tinham até recentemente. Pelo contrário, o conservadorismo carismático enfrenta resistências da esquerda americana, seja de igrejas históricas que adotaram o liberalismo ou da própria mídia pró-aborto e pró-“casamento” gay.
O que poderia salvar os evangélicos dos EUA de um destino catastrófico é uma volta, entre as grandes denominações protestantes, ao exemplo de Anthony Comstock, um evangélico americano do século XIX considerado campeão na luta contra a pornografia, a contracepção e o aborto.

1.10.12

Como Vencer o Movimento AntiCristão do século XXI






Unidade anticristã x desunião cristã
O cristianismo sempre lidou com conflitos internos. Desde o Concílio de Jerusalém, por zelo e por amor ao Evangelho, teve que solucionar suas discordâncias. É verdade que nem sempre foram conflitos tão pacíficos como aquele. Houve, por vezes, verdadeiras batalhas. Também é verdade que os motivos nem sempre foram os mais justos, ou santos, mas, de qualquer maneira, o cristianismo manteve-se firme, ainda que dividido.

Desde o Grande Cisma, e mais ainda após a Reforma, a cristandade rachou de vez. Romanos de um lado, protestantes de outro e ortodoxos em outro ainda. Além dessas grandes divisões, as centenas ou milhares de divisões internas, principalmente dentro do lado protestante, tornaram o diálogo difícil e a conciliação, por óbvio, praticamente impossível.

No entanto, tal racha, ainda que sério, jamais ultrapassou os estritos limites das questões de fé. Foi, certamente, causado por divergências doutrinárias (sem descartar, claro, influências políticas e interesses pessoais). De qualquer maneira, tudo girando em torno das Escrituras e sua interpretação.

O Surgimento Movimento AntiCristão

Após a Revolução Francesa, principalmente, entrou, na sociedade, um elemento estrangeiro: uma cosmovisão absolutamente desligada das Escrituras e da tradição cristã. É verdade que seus fundamentos haviam surgido bem antes, mas apenas nela se tornou verdadeiramente um elemento político razoavelmente sistematizado.

Dali, o que houve foi apenas o crescimento de uma visão da vida cada vez mais desligada de Deus, o que desembocou nos movimentos ligados à uma visão estritamente materialista da sociedade, como o marxismo, o anarquismo etc., todas elas abertamente anticristãs.

Hoje, o que há é o domínio cultural e midiático, em quase todo o Ocidente, por grupos e pessoas ligadas diretamente ou por afinidade a esses movimentos que trabalham incessantemente para destruir os fundamentos deixados pelo cristianismo nesta parte do mundo.

Sem contar, ainda, as infiltrações, dentro das igrejas cristãs, por esses mesmos grupos e pessoas, que só fazem trazer para os púlpitos e altares, ainda que sorrateiramente, as mesmas idéias que encharcam o lodo ideológico ao qual pertencem.

A Desunião Cristã

Pelo lado dos cristãos acontece o contrário: ligados pelos mesmos fundamentos, alicerçados sobre os mesmos princípios, dividiram-se em tantas doutrinas, tantos sistemas e tantas crenças que já não mais se vêem como filhos de uma mesma mãe: a Igreja dos apóstolos. Se consideram, quando não inimigos, opostos ou distantes.

Então, o quadro que se coloca é este: anticristãos unidos pelos mesmos objetivos e mesmas idéias; cristãos desunidos, ainda que fundamentados sobre as mesmas bases.

Ora, quem está mais forte para ganhar essa batalha?

E pode um reino dividido subsistir?

O avanço ateísta e anticristão é uma realidade presente e cada vez mais forte. Sem resistência, vai impondo sua visão de mundo, invadindo os fundamentos da civilização (que ainda é cristã de alguma maneira) e subvertendo mentes que ainda resistem com resquícios dos ensinamentos religiosos recebidos durante dois mil anos.

Por outro lado, não há, do lado de cá, qualquer reação a esse avanço, senão manifestações individualizadas de inconformismos que, isoladamente, pouco podem contra tamanha investida.

A questão é: seria possível alguma união cristã contra tudo isso?

Sinceramente, olhando apenas como um observador, e conhecendo razoavelmente as partes envolvidas, não tenho muita esperança. Os católicos vêem os protestantes apenas como rebeldes insubordinados. Os protestantes vêem os católicos e ortodoxos como desviados da verdade. Tradicionalistas vêem carismáticos como vêem os protestantes e entre estes cada denominação ou mesmo templo vê o outro como herético. 
A única solução, se é que há, é, em primeiro lugar, o reconhecimento, pelos verdadeiros cristãos, de que existem inimigos concretos que lutam, incansavelmente, em favor da destruição dos pilares de nossa civilização, o que passa, obviamente, pela mitigação de toda e qualquer influência cristã. 
Em segundo lugar, a consciência do fundamento comum que liga todas as vertentes cristãs.
Se há divergências inconciliáveis, é preciso dizer quer há também convergências indestrutíveis; principalmente a participação de todos no Logos divino.
Essa comunhão em Cristo deve ser o estandarte principal. É ela que vai permitir que haja alguma resistência.
Se desejam lutar para que a civilização ocidental se mantenha em pé, enxergo apenas uma possibilidade: entendermos definitivamente que o inimigo não está na igreja ao lado, mas do outro lado do front, nas linhas inimigas daqueles que desprezam os valores herdados pelos dois mil anos de cristianismo.


Por Fabio Blanco

14.9.12

Por que os ímpios prosperam, enquanto os de coração puro são afligidos?














Salmos 73.

Este salmo é a busca amarga e desesperadora, relembra o tipo de pergunta que perturbava Jó e Jeremias (Jó 21.1-34; Jr 12.1), e o salmista tem uma confissão e uma descoberta suprema para repartir.