26.8.09

A CRISE NO SENADO

Ela é ética ou moral? Independente qual seja o caráter desta crise, o que nós todos já sabemos é, que ela tem raízes bem profundas no seio da nação brasileira e no bolso de todo trabalhador honesto deste País.Tudo começou quando acreditaram que o Estado e os Políticos deveriam funcionar como instrumentos de produzir Justiça Social neste País. Esta postura permitiu ainda mais o desenvolvimento do paternalismo estatal e do clientelismo elaborados pelos políticos. Hoje fica muito claro como muitos políticos, utilizando-se dos próprios recursos do Estado, mantêm-se em seus cargos vitaliciamente, juntamente com sua parentela, cabos eleitorais, amigos e outros que se beneficiam de maneira questionável. O pior de tudo que atualmente estabeleceu-se a crença de que o Estado deve resolver os problemas de todos. Frases como “Transporte, direito do povo, dever do Estado”, Saúde, direito do povo, dever do Estado” e “Habitação, direito do povo, dever do Estado”, já estão arraigadas em nossas mentes que de tanto serem repetidas, a maioria já passa a acreditar nessas idéias como verdades absolutas e imutáveis. As pessoas não se atêm ao fato elementar de que o Estado não cria riquezas; ele simplesmente retira riquezas da sociedade produtiva e administra-as para o possível beneficio publico. E aqui está o gargalo desta crise do Senado.Os protagonistas que não são poucos se auto-intitulam promotores da justiça social dos Estados que representam, ou melhor, dizendo das Capitanias Hereditárias que exploram. Este é o caso típico em que o Estado e os que nele se locupletam (os políticos e sua horda) atravancam o progresso e promovem esta estagnação que como diz o hino nos deixa eternamente deitados no berço esplêndido do subdesenvolvimento.Legislando em causa própria, saqueado os bens públicos, explorando as riquezas produzidas pelos trabalhadores,.......... pobre Brasil. Mas a mãe destes males realmente se chama Impunidade que é irmã da Vergonha na Cara que há muito não se vê por aqui.Lembro-me fortemente de dois textos, um no Antigo Testamento Malaquias 3:18 “se verá a diferença entre quem teme a Deus e quem Não teme e no Novo Testamento em Apocalipse 22:11 “Quem é injusto continue praticando a injustiça”...ou quem é sujo continue fazendo sujeira....A velha Bíblia, a milenar Palavra de Deus continua Viva e atualíssima nada de novo debaixo do Sol.

13.8.09

Impunidade e Religiosidade

A impunidade corre solta na nossa sociedade. Infelizmente, essa praga não depende do nível social ou educacional de seus praticantes. Trata-se de um mal generalizado. Ficam impunes desde os pequenos delitos até os mais sérios crimes contra o próprio estado. Apesar desse quadro lamentável, qual é o conselho que as vitimas da injustiça mais ouvem? “Deixa prá lá, não vai dar em nada mesmo”. O pior que este conselho é geralmente seguido, porque no nível de consciência popular, sabe-se que é muito provável que nada aconteça ao infrator. Não se acredita em justiça o suficiente para buscá-la. A impunidade é, antes de tudo, o estímulo para que se pratique o delito. A violência e a corrupção são igualmente estimuladas pela impunidade. O cidadão comum acaba se auto-aprisionando em sua residência enquanto o marginal goza de liberdade. O enriquecimento ilícito e impune acaba sendo o exemplo e o modelo de vida bem sucedida. A impunidade encontra perfeita acolhida no seio da crise brasileira. É raro encontrar um verdadeiro e genuíno interesse de se fazer justiça e cumprir a legislação, principalmente no sentido de se apurar as questões necessárias, aplicando-lhes a merecida punição, veja os casos recentes de malversação do dinheiro público no Senado Federal. Onde se encontra a principal razão desta impunidade?
Ela não surgiu agora, mas tem profundas raízes em nossa formação como nação e faz parte de nossa cultura. Desde os primórdios temos elaborado o famoso “jeitinho brasileiro”, o qual consiste em tornar honesto o que é desonesto, a mentira em verdade, a corrupção em “esperteza”, o ilegal em legal e assim por diante. Um dos importantes aspectos culturais relacionados com a impunidade é a nossa religiosidade. Precisamos ter consciência de que tudo aquilo fizermos que prejudique ao nosso semelhante certamente, haverá punição (a famosa lei da semeadura- plantou / colheu). E a ausência desse conceito na formação religiosa nacional tem provocado esses grandes desastres atuais.
Pois muitos de nossos políticos, homens públicos, ídolos e até lideranças eclesiásticas tem a coragem de dizer: “faça o que eu mando, mas não façam o que eu faço”. Existem diversos aspectos doutrinários da Igreja que, a meu ver, contribuem para a disseminação da idéia de impunidade. Há, por exemplo, diversos, sacramentos ricos de rituais religiosos, mas vazios espiritualmente. Durante a sua prática social, os pecados podem ser confessados ao sacerdote e ele prescreverá a penitência a ser executada. N a realidade, passa-se pela vida impunemente, pois é facílimo barganhar e comercializar a justiça com Deus. Isto é apresentado pela maior igreja cristã do Ocidente. Assim diminu-se terrivelmente a seriedade do pecado, visto que ele pode ser apagado de modo tão corriqueiro e com base no mérito humano. A igreja assumiu o papel de representante de Deus junto aos homens, numa negação clara do texto que nos diz que o único mediador entre Deus e os homens é Cristo. Mesmo não tendo uma justiça forte, ampla, imparcial e de fácil acesso, não podemos esquecer-nos do nosso Supremo Juiz, que é Deus. Queiramos ou não, creiamos ou não, todos um dia teremos de passar diante dele, para sermos julgados por Ele. Todas as falsas doutrinas, seus seguidores terão um dia de se explicar diante de Deus. A Bíblia nos mostra que o nosso Deus é um Deus de justiça. Não existe impunidade diante do Deus Vivo e Verdadeiro. O importante é que não podemos nos enganar ou permitir que nos enganem; Eu mesmo devo conhecer o que a Bíblia diz para mim. Deus é justo, com Ele não existe o jeitinho e um dia lá na eternidade, nós nos encontraremos face a face com aquele que disse:
“Nisto está à diferença entre os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica a justiça não procede de mim......(tradução livre de I Jo.3:10).

7.8.09

CARIDADE NÃO É JUSTIÇA

Na parábola do Bom Samaritano, os ladrões agiram violentamente contra a sua vitima; o sacerdote e o levita tinham uma mentalidade passiva e agiram ao largo da vítima, para permanecerem neutros (fortalecendo ainda mais a injustiça); o Bom Samaritano usou o que tinha disponível: cavalgadura, azeite, vinho, roupas, dinheiro, força física e compaixão (Lc 10: 25-37). Se fosse em nossos dias ele ainda iria á policia reclamar por falta de segurança na estrada de Jericó. A igreja age politicamente quando nada faz: está concordando com o status quo. Já se disse que o triunfo do mal está em que as pessoas boas nada fazem. Os vilões nas parábolas de Jesus geralmente eram homens que deixavam de fazer as coisas que deviam ter feito. O homem rico deixou Lázaro jazendo ás portas de sua casa sem lhe oferecer ajuda; o servo não fez o uso de seu talento. Por isso, receberam uma duríssima condenação.O contrário do amor não é bem o ódio, mas a indiferença. As igrejas por serem portadoras de tradições com sentidos e valores fundamentais, deveriam ser o lugar para intermediar o direito a ajuda aos injustiçados, aos desvalidos, aos desfavorecidos, e não um ponto de caridade assistencialista.Pois caridade não é justiça. Um ato de caridade é uma resposta espontânea, temporária e singela a um acidente ou tragédia. As condições de injustiça não são acidentes, pois não são “atos de Deus”, mas de homens. O atendimento ás vítimas da injustiça exige que as causas fundamentais da injustiça sejam localizadas e removidas. A caridade não pode substituir a luta por soluções fundamentais. Dar ao doente com pneumonia uma caixa de gaze pode ajudar alguma coisa, mas não ajuda na recuperação do enfermo, que depende de outros fatores. Nesse sentindo, tem razão quem diz que as organizações de ajuda estão apoiando um sistema de injustiça, se não questionam por que o povo passa necessidades. Jesus superou os patriotismos egoístas e universalizou a idéia do próximo. A injustiça praticada contra alguém, onde quer que seja me diz respeito. No grande julgamento (Mt. 25:31-46), ouviremos que servir aos outros em suas necessidades é servir ao próprio Senhor. Ignorar os pobres é afastar-se do Senhor. Ser perseguido por causa da justiça é ser perseguido por causa de Jesus. (Mt.5:6-11).

4.8.09

MUDA BRASIL !

Este é um País que se diz cristão, mas nada tem de cristã a nossa prática social.
Cria-se a cada dia uma nova fórmula de burlar as regras e as leis, de ignorar compromissos e de se explorar o próximo.
Acredita-se, que é preciso ser mais esperto que os outros, e que é preciso passar os outros para trás com o objetivo de se atingir os próprios interesses ( velha Lei de Gerson).
Como consequência, a sociedade como um todo sai perdendo. Aprende-se que o trabalho é bom só para os outros, esquecendo-se de que todos devem trabalhar de maneira competente, eficiente e produtiva.
A crise ético-moral que nosso país está passando, é um reflexo da falta de compromissos éticos, morais e espirituais de seu povo. Alguns podem até achar que Deus nos abandonou. Na verdade, nós é que nunca tivemos um compromisso verdadeiro e bíblico com Ele. Deus não é o autor da miséria, do sofrimento, da imoralidade, da desonestidade, da mentira, da impureza, e da corrupção.
Nós, homens, é que construimos toda essa situação; fizemos a opção pelo mal. Tudo isso que vivenciamos nos últimos dia, representa o oposto da vida plena com Cristo e aponta para o sucesso das forças malignas.
Uma sociedade é composta de pessoas, e essas pessoas formam os valores da coletividade; o individuo faz a diferença. Sua ética, seus príncipios, seus valores e sua forma de ser fazem a diferença entre o que é bom e o que é ruím.
É tempo de começarmos a analizar a maneira de como temos conduzido nossas vidas, como maridos, como pais, como filho, como trabalhador, como cidadão!
Precisamos urgentemente salvar o individuo para que se salve também a nação!
É preciso que reestruturemos nossas vidas dentro do que já se provou ser o melhor.
É preciso reconstruir a base moral e ética de toda a nação brasileira.
E isto deve começar dentro de cada um de nós, individualmente, até atingir aos demais.
Vamos realmente ser luz e sal como mandou nosso bom amado Senhor Jesus Cristo.