24.10.09

O Momento Histórico / Dia da Reforma


O calendário marcava o dia 31 de outubro do ano de 1517, véspera do feriado de Todos os Santos. Na entrada da imponente Igreja do Paço, na cidade Wittenberg, situada bem no centro da Alemanha, um homem de estatura média, vestido em trajes de monge, aparentava um pouco mais de 30 anos, fixava algumas folhas de papel na tábua do portal destinada a anúncios acadêmicos. Os transeuntes, não pareciam ligar muito para atitude do monge; alguns o conheciam, sabendo que se tratava do professor e padre Martim Lutero, docente de Estudos da Bíblia na universidade recentemente fundada em Wittenberg: Devia ser coisa de padre ou de professor. Para os que estavam mais por dentro, talvez tenham entendido logo que o professor estava fixando naquela tábua uma série de teses teológicas, desafiando os colegas docentes e os estudantes a discutirem com ele as colocações feitas nas teses, numa data previamente marcada. Sabia-se que elaborar teses e defênde-las em ambiente acadêmico era direito e dever de cada professor da universidade.Era o que estava realmente acontecendo: o professor Martim Lutero acabara de expor ao público as 95 teses sobre uma prática comum da igreja de então: A prática de concessão de indulgências, isto é, do perdão de punições da igreja. Alguns meses antes, Lutero já havia mandado cartas a 2 bispos relacionados com aquela prática.Como os bispos nem haviam respondido suas cartas, ele resolvera via a público. As teses sem demora forma copiadas por leitores entusiasmados, e logo passaram a ser impressos e multiplicadas pelas máquinas que Gutenberg tinha inventado 70 anos antes. No decorrer de 2 meses, a Alemanha foi inundada por milhares e milhares de exemplares daquele escrito evidentemente revolucionário. Mais 2 meses, e traduções das teses para outras línguas européias tinham sido espalhadas em todos os recantos do continente.Parece uma coisa improvável: Uma série de teses acadêmicas, no decorrer de algumas semanas se transforma em assunto de conversa tanto do povo nas ruas, como também dos nobres nos palácios e dos teólogos nos templos e nos mosteiros!Como muitos teólogos, Martim Lutero discordava de algumas práticas eclesiásticas difundidas no clero e no povo. Mas entendia que o papel da teologia era justamente de fazer valer a verdade expressa na Bíblia e nas boas tradições da igreja, ajudando o papa a manter a igreja no caminho certo. Ele próprio havia jurado fidelidade á Bíblia, ao ser investido com o doutorado em Teologia, e estava decidido a cumprir o juramento, a serviço de Deus e a igreja. Assim ele resolveu enfrentar a prática de certos pregadores, que vinham alvoroçando o povo com suas pregações interesseiras e inescrupulosas. Ele na era o único a condenar a atividade dos que apregoavam as “indulgências”, mas era o único teólogo que decidiu abrir a boca e voltar-se com a decisão contra uma prática que sabia incompatível com o Evangelho de Jesus Cristo. Aquele ato nada extraordinário do monge Martim Lutero, viria a desencadear uma avalanche sem precedentes na história espiritual, cultural, social econômica e política da Europa, como também em grande parte do mundo de então. Abalaria a Igreja Católica, desencadeando o movimento da Reforma.
Por Lindolfo Weingärtner/Editora Otto Kuhr Ltda.

15.10.09

Nem só de Pão viverá o Homem ? ?



Em certos círculos cristãos, os assuntos de pobreza e fome são ignorados, sob a máscara da espiritualidade. Argumentam que o evangelho trata somente de coisas espirituais, e eles têm prazer em citar a passagem acima (Mt.4.4). É verdade que Jesus salienta a necessidade do alimento espiritual como também do alimento físico, mas jamais disse que o homem viveria somente pelo alimento espiritual. De fato esta declaração tem sentido somente na base da realidade da necessidade do alimento físico. O que Jesus estava dizendo era que o homem jamais poderia viver plenamente sem o alimento espiritual, mas não pode continuar existindo sem o alimento físico. O Senhor Jesus jamais apelou para a existência do mundo espiritual para escapar da presença da necessidade física. Ele nunca falou que é justo não ter pão material enquanto se tem pão espiritual.  Pois Ele é o exemplo clássico da demonstração deste principio bíblico.  Pois estava sempre no meio dos homens necessitados, reconhecia sua calamidade física como real, e atuava constantemente para fazer algo concreto sobre as necessidades humanas. Motivado por Amor Ele curava as enfermidades físicas, alimentava os famintos, e, assim, revelava a natureza amorosa do seu Amado Pai Celestial. Jesus Cristo é a essência do amor. E a beleza de sua vida permanece em julgamento contra a indiferença ao fenômeno da fome e da pobreza. A justificativa dos milhões de famintos em nome da espiritualidade é simplesmente uma fachada.
O nosso problema básico é a indiferença. O nosso problema verdadeiro é a negligência, que a Bíblia chama de pecado. Quando ligamos esta justificativa com a atitude típica das classes ricas e médias em desprezo aos pobres, não somente nos posicionamos fora da tradição bíblica, mas revelamos o mesmo tipo de cegueira espiritual da qual são culpados os bodes do Juízo (Mt. 25:31-46). A Bíblia é clara em expor este tipo de negligência como opressivo, do qual o crente em Jesus, que é motivado pelo amor, não pode tomar parte. Jamais nos esqueçamos do direito do ser humano á alimentação!

1.10.09

DIA INTERNACIONAL DO IDOSO

No Brasil é comemorado no dia 27/09 e Internacionalmente é dia 01/10.
A velhice como é natural não é algo novo. A expectativa de vida tem aumentado no decorrer dos séculos, mas sempre houve pessoas idosas. Mesmo nos tempos bíblicos as pessoas mais velhas aparentemente enfrentavam a rejeição. Embora fosse reconhecido que a sabedoria crescia com a idade, é interessante notar que o salmista orou: “Não me desampares, pois ó Deus, até na minha velhice e que chegue os meus cabelos brancos”. Ele aparentemente sabia que os velhos são às vezes rejeitados. Mas devemos enfatizar que para milhões de pessoas esta é uma época feliz. Nem todos que tem mais de 65 anos são solitários, tem saúde, sentem tédio, são pobres ou explorados. É naturalmente verdade que muitas dificuldades surgem quando a idade vem chegando. Algumas vezes a pessoa idosa é respeitada pela sua sabedoria, mas na maioria das vezes é vista como uma figura tremula e tola- cujo o ponto de vista é reforçada pelas comédias na televisão.Não é de se surpreender por tanto, que muitas pessoas idosas ocultem a idade, procurando parecer que ainda estão na meia-idade e freqüentemente se considerem de maneira negativa, perpetuando assim o estereótipo moderno de que “ser velho é ser feio”.

No geral se supõe que a velhice comece entre os 60 a 65 anos. As pessoas, porém envelhecem em idade diferente, tanto física como psicologicamente. É importante então lembrar que pode haver grandes diferenças nas condições de saúde, atitudes, capacidade e aparência física. Alguns parecem velhos aos 40 anos enquanto outros se mostram jovens e vigorosos mesmo ao entrar na casa dos 80. A falta de respeito pelo idoso, a crescente ênfase sobre os adolescentes e jovens e a substituição de mão-de-obra pela tecnologia deixou milhares de pessoas de mais idade sem um papel a desempenhar na sociedade. Recebemos a ordem de honrar nossos pais para que sejamos de longa vida sobre a terra, (Efésios 6.2). A Bíblia, portanto, é realista em sua descrição sobre os problemas da velhice, positiva em sua atitude quanto ao valor da mesma e especifica em seus mandamentos sobre como devemos tratar os idosos. Fica perfeitamente claro que as pessoas de idade devem ser respeitadas, cuidadas e amadas como seres humanos, pois é mandamento !