19.11.10

A Comercialização do Natal


Houve tempos em que o Natal era uma época de sonhos, de alegria, de voluntariedade e de felicidade.
As pessoas se esforçavam em serem bons, em ajudarem aos outros, em sorrirem, em falarem palavras doces, em serem amáveis.
A ocupação central dos cristãos era cantar hinos de louvor a Deus pelo nascimento de Jesus, de lerem histórias desse maravilhoso acontecimento que mudou o curso da história da humanidade. Todos se preparavam, durante o mês de dezembro, para comemorar o Natal da maneira mais pura possível.
 Todos se esmeravam em serem bons, amáveis, cordatos.... todos deixavam as desavenças para outra época, e tudo eram sorrisos, alegria e paz.

Foi então que os comerciantes descobriram que o costume de dar presentes durante a época de Natal poderia proporcionar-lhes uma fonte de renda. Os mais gananciosos começaram a dedicar todos os seus esforços para transformar o Natal em uma época de Vendas Especiais, de maiores lucros, de bater recordes de vendas.
 E começou então a produção infindável de produtos que pudessem chamar a atenção dos consumidores. Especialistas em vendas apelavam para os melhores sentimentos altruísticos da época do Natal, que, enfim, levassem o maior numero possível de clientes a esvaziarem os seus bolsos, bolsas, cartões, a fim de encher as contas bancárias dos empresários. Logo começou a ser criado um mercado especifico e característico da época natalina, com artigos supérfluos, mas que todo mundo acha importantes e necessários, cujo único objetivo é enriquecer quem os vende. Entre os artigos destacamos: bolas coloridas para enfeitar a árvore de Natal, a própria árvore, que agora não é mais cortada do bosque, mas comprada nas lojas, são desmontável e feita de plástico; série de lâmpadas multicoloridas com dispositivos pisca-piscas, para enfeitar a mesma árvore, ou no jardim, ou como pórticos nas casas; coroas (guirlandas) colocadas na porta da casa, cartões de felicitações, coloridos lidamente e com frases de efeito, cheias de carinho...
Além disso, todos, já prepararam listas de presentes e a relação de nomes das pessoas para quem precisa mandar um presente, ou um cartão ou nem que seja um email.
Assim, o Natal tornou-se uma ocasião em que se gasta mais do que se pode gastar; pois a pessoa se sente na obrigação de dar um presente para alguém, porque essa pessoa nos presenteou no ano passado, porque nos fez um favor, porque é um amigo intimo, porque negligenciamos o ano todo um relacionamento com os pais ou com os filhos ou até com o marido/esposa.
Assim, os presentes não são “dados”, mas existe uma troca de presentes, que se tornam uma espécie de pagamento por benefícios recebidos ou deixados de serem dados durante o ano que se passou.
Ouvimos já de muitas pessoas que durante o Natal se sentem solitárias, outras se sentem frustradas por falta de dinheiro para dar os presentes, para viajar a fim de visitar parentes nesses dias.
Outras sentem ressentimentos contra quem aparentemente as desprezou de alguma forma, colocando-as de lado ao contemplarem amigos e parentes com convites, presentes, cartões e outras maneiras típicas de comemorar o Natal.
 Outras se sentem cansadas de percorrerem as lojas procurando o presente adequado, de preparar pratos para a ceia de Natal, de preparar a casa, a igreja, o clube para essa comemoração. Os pobres comerciários são obrigados a trabalhar até altas horas da noite (e até de madrugada) obtendo retorno sempre insuficiente, ou até mesmo nulo, para que o lucro de seus patrões seja cada vez maior.
Outro aspecto que chama atenção é o exagero de grande parte das pessoas em comer e beber nesta época. Esquecendo de que Paulo relaciona “bebedice e glutonarias” como obras da carne (Gal.5.21), até cristãos usam esta época para dar lugar “á carne”, comendo e bebendo a mais não poder. Pessoas que jamais bebem uma gota de álcool durante o ano, no Natal não resistem á tentação de participarem de uma Ceia especial regada a bebidas alcoólicas, com muita carne e variedades de alimentos até indigestos. Não é raro ouvir que nos dias seguintes ao Natal, várias pessoas passaram mal, tiveram indigestão de tanto comer beber, o que evidencia claramente o caráter carnal de tais comemorações.

Onde está o espírito do Natal?
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que DEU, DEU...” sem esperar receber nada de volta. O amor que exige reciprocidade, a autodoação, a bondade, benignidade, a paz e a mansidão, que deveriam ser a características dessa época, muitas vezes estão ausentes, pois deu lugar a ganância dos aproveitadores, a gula dos comilões e beberrões, á liberação desenfreada dos instintos canais dos que pensam em comemorar o Natal é divertir-se apenas, cantar, comer e beber a mais não poder...
Em resumo, a comemoração do Natal se tem revestido de características não cristãs, decididamente pagãs. Não há nenhuma diferença entre a comemoração em um país chamado Cristão como Brasil e em um país chamado Budista, como o Japão.

Isso nos leva a conclusão de que os verdadeiros cristãos precisam resgatar a maneira de comemorar o nascimento de seu Salvador; precisamos urgente despir o Natal das roupagens comerciais que o têm revestido nas ultimas décadas; precisamos devolver-lhe a pureza e inocência originais, fazendo da época natalina uma época de amor, caridade, fraternidade, de descentralização do Eu.

4.11.10

O CRISTIANISMO COMO OBJETO DE CONSUMO .

Segundo uma pesquisa, mostra que o brasileiro está tratando a religião como objeto de consumo: "adere a uma igreja segundo necessidades de momento, podendo mudar de crença de acordo com suas contingências".

Há dois fatores que devem ser levados em conta aqui.
O primeiro fator é o tipo de oração que fazemos hoje. Cada vez mais oramos por motivos egoístas e consumistas e, não, por virtudes e vitória sobre a tentação. Embora o problema venha desde os tempos apostólicos, todos estão enxergando a generalização e o agravamento da questão. Pregadores de grandes auditórios e uma boa quantidade de livros estimulam essa prática, enquanto Tiago afirma categoricamente: “Quando [vocês] pedem, não recebem porque pedem mal, pedem coisas para usá-las para os seus próprios prazeres” (Tg 4.3). Nunca se orou tanto como hoje, inclusive no Brasil. Todavia uma boa parte dessas orações são como as orações dos pagãos a seus deuses. Não pedimos a Deus coisas que nos fariam luz do mundo e sal da terra, como amor, paciência, espírito de perdão, sabedoria, humildade, pureza, ousadia, generosidade, mansidão, fé e poder espiritual. Essas são, na verdade, as nossas maiores necessidades. E, além do lucro pessoal, essas virtudes ajudam a trazer o reino de Deus a terra.
O segundo fator é a assustadora evidência da paganização do cristianismo e a busca de “santuários poderosos”. Se num centro espírita consigo me comunicar com os mortos e se ali obtenho cura para minha enfermidade, nada me impede de trocar o catolicismo pelo espiritismo. Se em Aparecida consigo uma graça mui desejada e até hoje negada em outros lugares de peregrinação, daqui para frente irei sempre a Aparecida.
Se numa igreja carismática pentecostal me livro de meus pesares, por que não deixar a igreja tradicional?
Se na Igreja Neopentecostal há mais milagres do que na Igreja Pentecostal, por que não me transferir para lá?
E se a Igreja Pentecostal tornar-se mais poderosa que a Igreja Neopentecostal, o que me impede de voltar para a lá?
A igreja que oferece mais será a minha igreja — argumentam muitos novos e alguns velhos cristãos hoje em dia.
É o cristianismo como objeto de consumo !

7.10.10

Jesus não perdia tempo julgando os outros

-Pedro pergunta a Jesus: Senhor e quanto a este? Jesus lhe responde: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Segue-me tu! (João 21:21-22) Jesus considerava julgar os outros um grande desperdício de energia. Ele afirmou muitas vezes que não viera para julgar, mas sim para ajudar Ele não gastou um só minuto em destruir. Gastou sua energia para criar, e restaurar. Julgar os outros não era seu oficio. Ele dizia: "Eu não julgo a você, suas próprias palavras servem para julgá-lo" (João 5.45). Ele conhecia bem as suas atribuições. O julgamento pára o progresso. Quando, como lideres, julgamos os outros, inibimos nosso próprio movimento para frente. Além disso, quando julgamos os outros, não estamos fazendo o nosso trabalho porque não estamos em sincronia com Jesus que é a energia que nos faz andar em frente. Às vezes julgamos os outros sem perceber, como se quiséssemos apenas ver onde eles estão na caminhada. Isto aconteceu com Pedro conforme acima. Jesus foi direto e incisivo com Pedro: Qual o seu interesse em saber o que eu disse a João? Mantenha os teus olhos no seu próprio caminho e ande! Ele não julgava pessoa alguma porque sabia que não chegara ainda á contagem final. Mesmo o ladrão pregado na cruz ao seu lado entrou no Paraíso porque, no seu suspiro de morte viu e reconheceu a verdade. Jesus disse: “Vamos companheiro, estamos indo para casa, quero que você encontre Meu Pai” (Lucas 23:40-43). Jesus não perdia tempo ou energia julgando os outros.

20.8.10

Eleições: o crente, o voto e os sapatos novos.

Breve nos defrontaremos com as urnas e qual deve ser o posicionamento cristão, já que somos cidadãos com direitos e obrigações civis ?
Sabemos que nenhum sistema de governo ou programa de partido, pode atender aos interesses da Igreja na sua tarefa de representar o Reino do Nosso Senhor aqui na Terra. E mesmo que em determinado momento alguns dentre eles dê a impressão de estar fazendo isso, a Bíblia e a história nos provam que este quadro pode se reverter facilmente. É só lembrar o que aconteceu com o povo hebreu que foi para o Egito a fim de gozar do socorro e da fartura que por um faraó lhes foram oferecido (Gn47: 6), e logo se tornaram em escravos ( Ex 1:13).
Não é nossa intenção dizer que o individuo cristão não possa ter convicções políticas, mas qualquer risco deve ser calculado e assumido. Mas estes, mesmo representando os mais nobres interesses, são individuais e não devem sob nenhuma hipótese serem repassados para a igreja. A razão disso é simples: as organizações passam, seus interesses e motivações mudam, o que parece ser bom e aplicável hoje pode ser mal e inaplicável amanhã. Observando, vemos que quando uma teoria consegue sair do papel, via de regra, já está descontextualizada; daí o freqüente anacronismo das ideologias.
Os interesses do Reino do Nosso Senhor, diferente disso, permanecem inalterados através da história.
A igreja é o Corpo de Cristo, e como tal, deve buscar restaurar as responsabilidades que tem na causa da justiça e a promoção da regeneração de uma sociedade corrupta.
Tem muito que fazer muitas coisas em que se envolver e bandeiras a empunhar; não são apenas alguns indivíduos, mas todo o Corpo que deve se envolver nas causas evidentemente justas, não visando fins pessoais, mas da coletividade.
Caso esteja precisando de sapatos novos, um par de número 37 ou um de número 43 não lhe servirão só porque são sapatos novos e você calça número 39.
A sua necessidade não é apenas a de um par de sapatos novos, mas de um par de sapatos que lhe sirva. Algumas vezes assumimos posições apenas pelo que a coisa é em si e deixamos de observar esses pequenos detalhes. Ora, se somos tão rigorosos ao comprarmos sapatos, por que não o seriamos mais ainda quando estamos comprando idéias, isto é votando ??

30.7.10

O Problema das Drogas.

 Nós temos assistido diariamente pela mídia o aumento do consumo das drogas em todas as cidades do nosso Brasil. Já é comum ouvirmos dizer que tal lugar virou uma “cracolândia” devido à invasão de espaço para “fumar” e “vender” a pedra do crack.E como tem atingindo pessoas do mais variados níveis sociais!
São famílias destruídas, lares despedaçados, carreiras que foram inevitavelmente interrompidas, vidas estagnadas.Alguns já a apelidaram de “pedra-do-capeta”.
Os governos investem milhões na conscientização da população sobre o problema, empresas se envolvem em campanhas publicitárias, mas parece que nada pode frear este trem desgovernado.
Todos sabem dos malefícios sobre o organismo e que a dependência levará o viciado a morte em pouco tempo. A pergunta inquietante que surge é:o que faz com que as pessoas optem pelas drogas, sabendo que se autodestruirão?
Porque esta renúncia á vida?
 Pelo liberalismo de hoje, muitos optam erroneamente pelo “tudo não passa de uma questão de liberdade pessoal de escolha”. Pesquisas revelam que há causas profundas de ordem psíquicas e afetivas que influenciam as pessoas a entrar no mundo das drogas. A grande maioria busca nas drogas uma forma de se punir ou fugir de algum problema que tem medo de enfrentar. Há casos em que a pessoa é levada ás drogas pela curiosidade ou como forma de desafiar o perigo, tentando mostrar que é forte. Mas isto também revela algum tipo de insegurança e falta de afeto ou atenção. O que mais assusta nesta questão das drogas é que ela atinge todas as faixas etárias e camadas sociais. Ainda o que mais surpreende e preocupa é que há uma grande indiferença frente ao problema.O que realmente esta faltando mesmo é amor ao próximo. Há um vazio nas pessoas e falta um sentido para a vida. A crescente busca pelo materialismo e consumismo tornou as pessoas frias e insensíveis uma com as outras, inclusive dentro do lar e da família. Isso tem sido a causa para as pessoas, incluindo crianças e adolescentes, buscarem nas drogas um meio de fuga e de autopunição. Leis mais rigorosas contra traficantes e uma política de saúde mais favorável ao tratamento do drogado são medidas complementares importantes, mas não ajudarão na solução do problema. Porque são medidas que atuarão sobre as conseqüências, não na raiz.Estudiosos tentam apontar soluções, uns dizem que o culpado é o usuário, outros o fornecedor, outros ainda acham que o problema vem de fora (Bolívia, Colômbia), mas não chegam à fonte, a origem deste grande mal. A raiz destes males não está no baixo nível educacional, não esta na vida social desregrada, não esta na falta ou excesso de dinheiro; o problema todo é de origem espiritual. É necessária uma ação firme e decidida sobre as causas, de ordem comportamental e afetiva, que atinjam a pessoa e a sociedade. É preciso que haja uma mudança de mentalidade. A verdadeira mudança é aquela que começa no coração, de dentro para fora, e isto só é possível através da graça divina. Esta graça divina modifica o caráter, governa os impulsos, as paixões, a inimizade e torna mais nobre a afeição. Faz com que a vida se torne mais amena e espalha ao redor uma influencia de bondade. Isto só é possível através de uma libertação.
Libertação é ato de tornar livre ou por alguém em liberdade. O homem só se torna livre após a descoberta da verdade que lhe dá sentido a sua vida. Jesus Cristo é a verdade que liberta o homem dos vícios, da opressão, do ódio, do ciúme e da inveja. O grande problema do homem consiste na busca errada da solução de seus problemas. É preciso mudar. Cristo é a solução de Deus para o problema do homem. Só Ele torna o homem livre da tristeza e da angustia.

22.7.10

FÉ PARA VIVER !


A falta de Deus na vida dos homens tem trazido inevitável desequilíbrio tanto a nível individual como coletivo em nossa sociedade.
Deus plantou dentro de cada pessoa a semente da fé, alguém pode chamar esta semente de positivismo ou poder da mente.
Mas cada vez mais a humanidade está sofrendo derrotas inexplicáveis, desapontamentos frustrantes, por não dar crédito aos ensinos do Mestre Jesus.
Ensinos estes que convergem ao chamamento de despertar o espírito humano às positivas realidades de Deus.
Em meio à ansiedade e crise moral dos dias de Jesus, seus discípulos ouviram dele a seguinte exortação: "Tendes fé em Deus”.
Pois Ele sabia e previa as conseqüências catastróficas de um povo viver sem Fé e sem Deus.
A Fé é o salva-vidas para o naufrago.
A Fé é a bussola que orienta o viajante.
A Fé é a luz que brilha em meio as trevas das dúvidas e incertezas.
A Fé é a força do fraco.
A Fé é a companheira do solitário.
A Fé é o braço do mutilado.
A Fé é a paz do aflito e a salvação do perdido.
A Fé é a alavanca que Deus põe na mão do homem para remover a montanha (das dificuldades, dos problemas, das duvidas....).
Quem não tem Fé desagrada a Deus, porque põe em dúvida a fidelidade e o poder do Senhor.
A todos os fracos e indecisos, medrosos e inconstantes, doentes e solitários, Jesus, o médico incomparável, indica o remédio eficaz:
“Tende Fé em Deus”.

12.7.10

O SAL DA TERRA !

O SAL DA TERRA!
“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe
o sabor?”
Na época de Jesus, assim como ainda hoje, o sal era muito utilizado
para conservar os alimentos. Jesus nos ordenou que pregássemos o Evangelho
a todas as criaturas, mas também deixou claro que deveríamos ser
o “sal da terra”, e o sal possui propriedades anti-degenerativas.
A comparação estabelecida entre o sal e a igreja implica em ser ela
elemento responsável por deter o “apodrecimento” do meio onde está inserida,
(a sociedade / a comunidade).
Se perder esta propriedade, para quem ficará esta tarefa? A igreja cristã está
no mundo para ser “o sal” e não para ser uma ditadora de regras. A ordem de
Jesus foi a de sermos “o sal da terra”, o elemento que detém o avanço
da degeneração da sociedade. Ele não nos incitou a nos revoltarmos contra
aquilo que diretamente nos atinge, tomando assim a justiça nas próprias mãos e somente em nosso favor. O sal, além, de anti-degenerativo, possui a característica de transferir o seu sabor para o alimento, alterando-o completamente. Detalhe importante: o sal não aparece na comida, ela tem a mesma aparência com ou sem ele, nós só percebemos a sua ausência quando provamos o alimento e sentimos a sua falta, por outro lado ele nós é visível quando não está sendo utilizado. A real ação cristã no mundo deve ser de igual forma imperceptível e revolucionária, ao invés de tão visível e inoperante diante da situação social caótica como vivemos hoje.
Pois uma das coisas completamente claras nas palavras de Jesus é que Ele jamais pretendeu criar uma igreja como uma organização poderosa no sentido comum da palavra.Sua intenção era que esta igreja fosse disseminada na sociedade sem alarde como o sal, fazendo com que suas propriedades antidegenerativas, d’Ele adquiridas, impedissem a deterioração desta sociedade, revertendo o processo e preparando a Vinda do Reino dos Céus. Este é o grande poder ao qual de certa forma a igreja renunciou.

1.7.10

Brasil, a Pátria de chuteiras.

A força imensurável da mídia faz com que este gigante ainda adormecido em berço esplêndido, fique
ainda mais anestesiado diante das telas nestes dias de Copa do Mundo.
Tudo e todos se rendem a “jabulani”, serviços e expedientes são adaptados, prioridades são adiadas, compromissos cancelados, tudo isto para que ninguém fique sem assistir aos jogos.
Tamanha devoção faz com que haja uma pontinha de ciúmes até da mais ferrenha seita religiosa.
Ora o espetáculo não pode parar, aliás, ele não pára, o pão e o circo está sendo patrocinado pelas pedaladas e gols do excrete canarinho.
A copa do turismo e do merchandise está sendo um sucesso, mas quem realmente tirará real proveito dela?
Duvido que o sofrido povo africano seja o maior beneficiário.
Pois a necessidade e o necessitado continuam perdendo de goleada no jogo da vida. Se não vejamos:
1) Faltas não estão sendo marcadas (desemprego, qualificação profissional);
2) laterais e escanteios estão sendo invertidos (desperdício do dinheiro público, desvio de verbas);
3) impedimentos não marcados (insegurança pública, privada e pessoal) e até;
4) gols com a mão é validado (enriquecimento ilícito).
 Agora o que nos enche de duvidas não é o sucesso ou fracasso de nosssa seleção, mas, se daqui há quatro anos, em 2014. teremos a dignidade e apresentar ao mundo um espetáculo virtual ou maquiado de nossas mazelas domésticas.  E quanto aos investimentos quem se locupletará ( hummmm), esta será a maior incógnita com certeza.
Que Deus nos guarde pelo seu amor.

18.6.10

O efeito da Injustiça é a Desordem!

Em nossas cidades, estamos vendo a desordem e a injustiça social vencerem a Lei e a Ordem. É só abrir um jornal ou assistir a um programa jornalístico na TV e teremos a sensação de vivermos num ambiente em processo de degradação.
Perdemos a bussola (o referencial), não temos mais o norte que indicaria a saída; o que era errado ontem, hoje é o certo e vice-versa.
Inúmeras partes vitais de nossa sociedade encontram-se em franco estado de falência, mas vejamos a situação em apenas duas atividades importantes para a vida da sociedade brasileira.
Os meios de comunicação, especialmente a televisão, funcionam como que para destruir a sociedade. Induzem ao consumo desnecessário e criam novas e falsas “necessidades”, que geram somente frustrações. São utilizados como veículos de maus costumes, imoralidade, destruição de princípios, violência e vícios. E como se isso não bastasse, criam e impõem suas opiniões ao público, ou seja, formam a opinião pública que lhes interessa, chegando ao ponto de influenciarem ilicitamente até na eleição de políticos. Sabemos que esse problema não é exclusividade nossa; mas em nosso país, porém, muitas vezes ele tem tomado dimensões alarmantes.
Cabe citar aqui também o nosso sistema legal. Temos leis em grande quantidade apenas para serem desrespeitadas, segundo nos mostra a prática da grande maioria.Tal procedimento vem gerando a indisciplina estabelecida na sociedade. As leis são burladas em todos os níveis. Criam-se ou mudam-se leis em beneficio próprio. Para agravar mais a situação, o poder judiciário é pobre em recursos e em pessoal, sendo conseqüentemente vagaroso demais e impedido pela burocracia geral, prejudicando-se assim a prática efetiva da justiça. Quantos milhares de infratores da lei não são punidos e estão soltos por estas razões, sem contar os já condenados que estão soltos por não haver lugar onde colocá-los.
Fomos informados e estamos muito decepcionados com a comemoração de que o nosso Estado (RS) será o maior pólo produtor de fumo do mundo às custas de isenções de impostos (20 anos) para uma das mais bem sucedida empresa do ramo a nível mundial.
Certamente iremos trocar o tão famoso slogan que tornou o nosso Estado tão conhecido, aquele de que:
“Rio Grande celeiro de grãos do Brasil” para “Rio Grande celeiro de câncer nos pulmões para o Brasil”.

28.4.10

EMANUEL PEDE SOCORRO !!

DESABAFO
Entrevista do Fundador da Sociedade Emanuel, entidade que abriga 500 internos (drogatitos, doentes mentais, alcoólatras, na Grande P.Alegre) publicada na jornal da entidade na edição de Abril/ 2010.
Sou um ancião de 65 anos, destes 35 dedico à ação humanitária, por convicção e pela ordenança vocacional, pois hoje sou um pastor. De origem humilde nasci em Piratini, num casebre de chão batido e fogo de chão, sei muito bem o que é passar necessidade e o que é sofrer discriminação por causa da cor da pele. Infância sofrida, juventude pervertida até que um dia conheci uma nova forma de viver.Tornei-me útil para minha família, para a sociedade e para mim mesmo, e isto só foi possível através das verdades libertadoras do evangelho de Jesus Cristo. Desde então tenho me dedicado a ajudar ao próximo sem questionar sua cor, seu credo religioso, seu passado, seu nível de escolaridade ou nível social.Quando iniciei esta obra social chamada Sociedade Emanuel, não fui compreendido pelo meu pastor, pela minha igreja, fui até ridicularizado e menos- prezado por muitos irmãos de fé, mas mesmo diante de tamanha adversidade não abandonei meu objetivo. Com o passar dos anos muitos daqueles que zombaram desta obra, por ironia ou por desígnio divino, tiveram que procurar nossa assistência ao final de seus anos de vida. Digo isto não para me exaltar, mas para confirmar a necessidade da existência desta obra. Alguns milhares de pessoas passaram por aqui, vindo de muitos lugares do nosso estado e nunca eu deixei de receber quem quer que me procure.Muitos foram largados em nossa porta, outros eram indicados a nos procurarem, pois eles sabiam que seriam recebidos a qualquer hora do dia ou da noite. Não foram poucas as ocasiões em que não tinha nada para servir nas refeições e muitas foram às noites que dormíamos de barriga vazia, mas não desistia do meu objetivo. Foram muitas casas que serviram de abrigo aos internos, todas com muita precariedade e nenhum conforto, mas em nenhum momento me deixei abater ou desistir de meu objetivo.Muitas enfermidades se alojaram em meu corpo, sou safenado, hipertenso, já fiz duas cirurgias, fui dado como morto umas duas ou três vezes, mas estes fatos não me fizeram desistir do meu objetivo.Fui roubado materialmente, financeiramente e do privilégio de ver meus filhos ter uma infância e adolescência normais, bem como meus netos/netas não os vi crescerem e se desenvolverem, mas mesmo assim nunca pensei em desistir do meu objetivo. Nunca tirei férias e peço desculpas a minha esposa por não levá-la a algum tipo de passeio sem que esta obra estivesse envolvida, mas isto não era fator para que eu me desviasse do meu objetivo.Muitos vieram “me ajudar” e quase me destruíram o pouco que tinha levavam e nós ficávamos na estaca zero de novo, mas não dava o braço a torcer ou desistir do meu objetivo.Ganhei muitos prêmios, menções honrosas, reconhecimento e admiração de pessoas e entidades públicas e privadas, mas isto não pode me desvirtuar do meu objetivo.Hoje tenho muitos parceiros, voluntários, amigos, contribuintes, doadores, pensei ter chegado bem próximo do meu objetivo final, mas quando fui confrontado de que tudo que fiz nestes mais de 30 anos foram feitos de um modo totalmente equivocado, contrariando leis e normas legais, sendo tratado como um delinqüente, confesso que estou muito abatido ao ponto de não mais ter forças para prosseguir.Estava convicto que fazer o bem, isto é, tirar um ser humano do submundo da miséria, das drogas, da prostituição, da delinqüência não exigiria que eu tivesse que transportá-lo do inferno cloacal das ruas e levá-los direto para o paraíso da Ilha da Fantasia.Confesso que vim, vi e fiz o que achei que seria certo fazer, se tiver que pagar pelos meus erros pagarei, mas pelo amor de Deus, façam pelos menos melhor do que eu fiz, pois é uma questão humanitária, muito mais que partidária, social ou ideológica, façam. Não se contentem em destruir este trabalho, em calar a meu grito por socorro aos desvalidos, mas façam melhor do que eu. Confesso que estou muito abatido e desiludido quanto ao futuro.Peço a todos que conhecem a Emanuel e a mim, preciso muito da vossa solidariedade nesta hora.