Fim 2010 entra 2011 e a sacanagem continua.
Para se fazer qualquer comentário sobre as últimas imoralidades de
nossos políticos, creio que devemos fazer uma análise sobre a figura de
quem faz a política: o político. O que temos visto, ouvido e lido sobre o
político em geral, salvo raríssimas exceções, é que se trata de um
individuo que está acima de tudo, comprometido consigo mesmo. Faz tudo
em função dos seus interesses pessoais.
Para ele, a política, é um meio
de se obter riquezas ilícitas, influência e poder. Quando em campanha
eleitoral, promete de tudo a todos para vencer as eleições. É amigo de
todos, irmão de todos, solidário de todos; não perde sequer os velórios.
Dá presentes, promete empregos e critica seus concorrentes tentando
mostrar lealdade e firmeza de ideais que na verdade não existem. Quando
eleito e empossado, passa a lotear todos os cargos públicos entre seus
parentes, cabos eleitorais e protegidos com o intuito de empregar ás
custas do dinheiro público a sua máquina eleitoral. Pratíca a famigerada
“caixinha” com o intuito de levantar recursos para si mesmo e para as
próximas eleições. Tudo que faz visa apenas conquistar novos adeptos,
semelhantes a ele mesmo, para aumentar seu poder e influência. As
reivindicações justas da comunidade ou de indivíduos, quando atendidas,
visam envolver e comprometer os beneficiados, os quais, mais cedo ou
mais tarde, terão de retribuir ao político o que receberam do bem
público. Quando o dito político pertence a um partido que está se
desgastando diante da opinião pública, muda de partido, até que esta
nova situação também se torne impopular.
Como individuo, não assume suas
responsabilidades, muitas vezes nem a de comparecer às reuniões
oficiais e às sessões dos legislativos. Cria privilégios para si mesmo:
salários, aposentadorias e mordomias de valores astronômicos. O político
está sempre preocupado com as próximas eleições, pois vencê-las
garante-lhe uma parte do poder que, obviamente, assegura-lhe seus
privilégios e interesses. Os partidos políticos no Brasil são, via de
regra, agrupamento de pessoas que possuem vínculo entre si, mais por
causa de seus interesses pessoais comuns do que por razões
ideológicas.Os programas políticos dos partidos são freqüentemente
encomendados a juristas. Esses produzem belas peças de literatura
jurídica que nada tem a ver com a prática dos políticos, os quais,
normalmente, nem sequer tomam conhecimento desses programas. Trata-se de
uma mera farsa entre si apenas em função dos interesses de seus
“caciques”. A própria inconsistência dos partidos lhes garante uma vida
curta, pois é com grande rapidez que caem no descrédito e frustram o
eleitorado.
A classe política como um todo tem um comportamento
contrário ao progresso, na medida em que ela, ocupando todo o aparato
estatal, sacrifica os interesses nacionais em seu próprio beneficio. No
Brasil, essa classe controla a maior parte da economia, sendo o Estado
proprietário de patrimônios fabulosos. O Estado detém os monopólios do
petróleo, das grandes siderúrgicas, é dono dos sistemas de portos e de
uma infinidade de indústrias. O Estado também se encarrega de legislar e
normatizar todas as regras econômicas. Lembrando que a classe política
controla o Estado, aí podemos ver como a corrupção se instala em seu
meio com tanta facilidade. Em termos gerais, os políticos, na
atualidade, são extremamente perniciosos á nação e tornam-se piores á
medida que expandem a penetração do Estado na economia. Afinal, cada
negócio, monopólio e setor onde o Estado interfere significa mais poder e
mais influência dos políticos e seus associados potencializando meios
de corrupção. Quando os brasileiros são iludidos e se deixam enganar
pelas promessas de políticos, estão na verdade contribuindo para que a
nação continue vivendo de falsas esperanças. Estão dando combustível a
crise política, que continua se alastrando e arrasando a
sociedade.
Precisamos dar um basta a esta situação. É necessário limitar a
ação e presença do Estado ás áreas que lhe diz respeito, reduzindo-o
apenas ás dimensões necessárias, limitando a ação dos políticos e
assumindo o controle e direção da sociedade.É preciso que se copie as
politicas dos paises berço da Reforma religiosa como
Alemanha,Inglaterra, Suécia onde o estado perdeu campo para a iniciativa
privada, dando reais valorização a politicas de ensino e
empreendedorismo, que foi a base do ensino religioso/economico da
Reforma.Quando o catolicismo caiu e a Reforma ascendeu, o véu da ignorancia e do
ostracismo veio abaixo. E hoje estes paises estão no rol dos paises do
primeiro mundo enquanto os paises mais católicos, como México,
Filipinas, Brasil, Espanha e Portugal amargam como paises
subdesenvolvidos.
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