27.12.12

APESAR DE TUDO, FELIZ ANO NOVO


O tempo não para; e, já estamos longe.
Logo passaremos para o 4º ano da 2º década do 1º século do 3º milênio.
O tema favorito do momento continua sendo sobre o fim do mundo.


Desde que passamos para o novo milênio o assunto não muda e, as especulações sobre o fim do mundo vão desde a possibilidade da morrermos congelados pelo fato do afastamento gradual da Terra do Sol conforme previsão do Dr. Kaku; passando pelo aquecimento global com possibilidade de sermos engolidos pelo Sol por ele ser uma Estrela e poder inchar ate não querer mais, haja visto, as explosões solares que constantemente chegam a Terra; daí cruzamos com os Asteroides segundo a Nasa, foi catalogado cerca de 90% dos maiores asteroides cuja órbita pode passar pela Terra. Esse mapeamento feito pelos cientistas sugere que há cerca de mil asteroides próximos a Terra com o tamanho de uma montanha ou maior e, pode nos esmagar a qualquer momento.
Misericórdia.


Como se não bastasse, têm ainda notícias dos cientistas as voltas com os tais vírus influenza AH5N1, responsável por causar a gripe aviária. Segundo os caras é uma possibilidade real e pode infectar todo mundo. Mas, o que não muda há muito tempo é a ameaça de uma guerra nuclear - Estimativas garantem que há 20 mil ogivas nucleares espalhadas pelo mundo. A maioria é controlada pelos Estados Unidos e Rússia, e, basta uma dedada errada, e, adeus Terra.


É neste ritmo de incertezas que vamos entrar em 2013.
A coisa ta tão duvidosa, que não sabia se este artigo chegará a ser publicado,, visto que ainda estava previsto o fim do mundo [esqueça os detalhes] para o dia 21 de dezembro de 2012, ou até que apareça outras datas. Mesmo que seja de civilizações barbaras como os Incas, Maia ou de povos idólatras como os Indus......


Mas a despeito de todas essas previsões macabras, não vejo ninguém tentando entender honestamente e humildemente a Deus a fim de se salvar; não vejo ninguém procurando se proteger do Diabo que segundo ele mesmo disse a Deus vive andando por aí. Não vejo ninguém se afastando das voltas do inimigo ao derredor a procura de brechas ou fendas por onde ele possa entrar pelo caráter [Is. 30,13].


Já que a realidade do momento é essa, sugiro o mesmo que Tiago aconselhou:
“Enfrentem o Diabo e ele fugirá de vocês” [Tg. 4,7].
Façam como a igreja de Cristo, que apesar dos ataques auferidos via comentários mal-intencionados que chegam de todos os lados ate de nós mesmos, permanece em silêncio, buscando a face de Deus em oração chorando e clamando de joelho como aconteceu na Reforma do Século 16.


Portanto não só de malignas previsões viverá o novo ano, mas da vontade de Deus.
Não só de paixões humanas vive este mundo, mas do portar-se com temor ao Senhor [1Pe 1,17].
Já gastamos muito tempo com nossos desejos carnais, que nos escravizava, aproveitemos o novo tempo que está chegando, vamos sair deste cativeiro para outra esfera de vida com Cristo em meio a sua maravilhosa graça [Cl 1,13].


Quem pode levantar a mão contra um nomeado pela graça do Senhor?
Sim, está é a admirável absolvição de seguir Jesus, pois este pode julgar e decidir causas [1Rs3];
arregimentar um novo emprego [1Rs 5];
escolher uma esposa [2Sm 13];
dispor de propriedades [2Sm 9];
recomendar e designar na política [ 1Rs 2];
recusar ordens ilegais [1Sm 22];
dessa forma, a sabedoria, sinceridade, amor pela verdade, temperança, justiça e misericórdia o acompanhará todos os dias pela graça do Senhor Jesus.


2013, será o ano da vitoria definitiva do povo de Deus, que, com um único olhar, esmiúça todo mal [Pv. 20].


Amem? Amem!

1.12.12

Meu relacionamento com Jesus é maior do que as minhas crenças.


Crença é a afirmação racional que descreve a realidade, o mundo que nos cerca descrito em palavras, o conjunto de doutrinas que adotamos para organizar a realidade e nos situarmos nela, isto é, a maneira como enxergamos o mundo, a vida, e como devemos nos comportar de modo a que nossa existência tenha sentido: significado e direção. 
Existem crenças filosóficas, ideológicas, científicas e, principalmente, religiosas. A crença diz respeito ao que acreditamos: que o homem é a medida de todas as coisas, que o capitalismo é o melhor modelo econômico, que a terra gira ao redor do sol, que Jesus Cristo é Deus, por exemplo.

As religiões estão baseadas em crenças: os muçulmanos acreditam que a revelação definitiva de Deus foi dada a Maomé; os judeus acreditam na Lei de Moisés; os budistas acreditam que todo ser humano pode atingir a iluminação e se tornar um Buda. 
Dentro de cada sistema religioso existem também divisões em razões de crenças diferentes. Por exemplo: os cristãos chamados arminianos (de Jacobus Arminius), em geral, acreditam que é possível perder a salvação, e os cristãos de tradição calvinista (de João Calvino) acreditam que uma vez salvo, pra sempre salvo, e que se alguém não foi para o céu é porque nunca foi salvo.

As crenças têm uma característica paradoxal: ao mesmo tempo em que aproxima as pessoas, afastam as gentes. As pessoas se ajuntam ao redor de suas crenças, gostam de ficar na companhia de quem tem as mesmas idéias, pratica os mesmos rituais e se comporta de acordo com as mesmas regras morais. O problema é que, geralmente, estas pessoas unidas pelas crenças comuns declaram guerra a todo mundo que não concorda com elas.

Quando Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, estabelece uma nova dimensão de relação com a verdade. A partir dessa declaração de Jesus, a verdade não é mais uma questão de crença, pois já não se trata de explicar e descrever a realidade de maneira racional, mas de se relacionar com uma pessoa: o próprio Jesus
Novo Testamento Judaico traduz corretamente João 3.16: “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo que nele confia possa ter vida eterna, em vez de ser completamente destruído”. 
A relação com  Jesus transcende a questão da crença –acredito ou não acredito. 
É uma questão de fé – confio ou não confio, entrego a ele minha vida ou não entrego.
As crenças pretendem traduzir a verdade em palavras. Mas o relacionamento com uma pessoa será sempre maior do que sua descrição, até porque toda pessoa é sempre maior do que as palavras conseguem descrever.

Esta é a razão porque o relacionamento com Jesus está na dimensão da , e não da crença. Meu amigo Paulo Brabo, que me ajudou a entender essas coisas, disse algo interessante: “Não tenho como recomendar a crença; sua única façanha é nos reunir em agremiações, cada uma crendo-se mais notável do que a outra e chamando o seu próprio ambiente corporativo de espiritualidade. Não tenho como endossar a crença; não devo dar a entender que a espiritualidade pode ser adequadamente transmitida através de argumentos e explicações. Não devo buscar o conforto da crença; o Mestre tremeu de pavor e não tinha onde reclinar a cabeça. Não devo ouvir quem pede a tabulação da minha crença; minha fé não é aquilo em que acredito.

Nunca deixa de me surpreender que para o cristianismo Deus não enviou para nos salvar um apanhado de recomendações ou uma lista suficiente de crenças, mas uma pessoa. Minha espiritualidade não deve ser vivida ou expressa de forma menos revolucionária. 
Não pergunte em que acredito”
Ao que eu acrescentaria: a pessoa em quem confio – 
Jesus Cristo, é mais importante do que as coisas em que acredito.

Por  Ed René Kivitz.

26.11.12

JESUS É MUITO MAIS QUE RELIGIÃO !



Muitos pensam que Jesus Cristo quer que sejamos religiosos.
Eles pensam que Jesus veio para tirar toda a diversão da vida e nos dar regrar impossíveis de seguir.
Eles estão dispostos a chamá-lo de grande líder do passado, mas dizem que ele não é relevante para as suas vidas hoje em dia.
Josh McDowell era um universitário que pensava que Jesus era somente outro líder religioso que definiu regras impossíveis de seguir.
Ele pensava que Jesus era totalmente irrelevante para sua vida.
Então um dia, em uma mesa de refeições de um grêmio estudantil, McDowell sentou-se ao lado de uma vibrante e jovem colega com um sorriso radiante. Intrigado, ele perguntou a ela por que ela estava tão feliz.
Sua resposta imediata foi“Jesus Cristo!” 
Jesus Cristo?
 McDowell rosnou, disparando de volta:
“Ah, pelo amor de Deus, não comece com isso. Estou cheio de religião, cheio da igreja e cheio da Bíblia. Não comece com esse lixo sobre religião.”
Mas a jovem não se alterou e calmamente informou,
“Senhor, eu não disse religião, eu disse Jesus Cristo.”
McDowell ficou perplexo. 
Ele nunca havia considerado Jesus mais do que uma figura religiosa e ele não queria fazer parte da hipocrisia da igreja. Ainda assim aqui estava esta alegre cristã falando sobre Jesus como de alguém que havia trazido sentido à sua vida.
Cristo alegou responder a todas as profundas questões sobre nossa existência.
Em um momento ou outro, todos nos questionamos sobre o sentido da vida.
Você já olhou as estrelas em uma noite negra e perguntou-se quem as colocou lá? 
Ou olhou um pôr-do-sol e pensou sobre as maiores questões da vida:
  • “Quem sou eu?”
  • “Por que estou aqui?”
  • “Para onde vou depois que morrer?”
Apesar de outros filósofos e líderes religiosos ofereceram suas respostas sobre o sentido da vida, mas somente Jesus Cristo provou suas credenciais voltando dos mortos.
Céticos como McDowell que originalmente zombavam da ressurreição de Jesus descobriram que existem evidências convincentes que isto realmente aconteceu.
Jesus concede real sentido à vida.
Ele disse que a vida é muito mais do que ganhar dinheiro, divertir-se, ter sucesso e terminar em um cemitério. 
Ainda assim, muitas pessoas tentam encontrar sentido na fama e no sucesso.

18.10.12

Eleições Americanas: é entre um mórmon progressista contra um evangélico doidamente progressista.

Pela primeira vez em sua história, os Estados Unidos não têm mais uma maioria protestante, de acordo com um estudo recente. Essa foi uma das principais manchetes da mídia americana nesta semana.
Desde que os Peregrinos chegaram, os EUA eram uma nação predominantemente protestante. Mas o século XXI trouxe mudanças drásticas. A percentagem de adultos protestantes nos EUA atingiu 48 por cento em sua constante queda desde décadas atrás. Enquanto isso, o número de americanos que não têm nenhuma religião está crescendo, especialmente entre os brancos.Essa é a primeira vez que o Fórum Pew sobre Religião & Vida Pública registrou com segurança que o número de protestantes caiu para baixo de 50 por cento.
Essa queda já era há muito tempo esperada e chega numa época em que o Supremo Tribunal dos EUA não tem nenhum juiz protestante, e quando o Partido Republicano, cujos líderes são historicamente protestantes, tem um candidato a presidente e vice-presidente que não são protestantes. Entre os motivos para a mudança está que as grandes denominações protestantes tradicionais, abraçadas a um liberalismo agressivo que tem produzido pastores presbiterianos, luteranos e anglicanos gays, tem afastado membros mais conservadores, que buscam alternativas, inclusive nas igrejas não-denominacionais, que são majoritariamente carismáticas e neopentecostais. As igrejas mais carismáticas são mais conservadoras, mais fechadas à ordenação de pastores gays e mais abertas ao Espírito Santo e seus dons, enquanto as grandes denominações protestantes tradicionais dos EUA são geralmente o exato oposto: são mais progressistas, mais abertas à ordenação de pastores gays e mais fechadas ao Espírito Santo e seus dons. Mas nem todos estão optando pelas igrejas não-denominacionais. Um grande número de membros simplesmente abandona as igrejas protestantes tradicionais e fica sem religião. O número desses americanos que não quer nenhuma religião está agora em 20 por cento.

De acordo com reportagem recente da revista Veja, “43% dos evangélicos no final da adolescência e jovens adultos deixaram a igreja tradicional [presbiteriana, luterana, batista, etc.] para seguirem crenças mais liberais.”
A grande preocupação é que, com o crescimento explosivo do liberalismo nas igrejas protestantes e a perda constante de seus membros, o protestantismo nos EUA está seguindo o caminho da Europa, onde as igrejas da Reforma estão lutando para não morrer. Essa tendência tem implicações políticas, inclusive para o futuro dos EUA.
Os eleitores americanos que se descrevem como não tendo religião votam esmagadoramente em políticos esquerdistas, que já contavam com um apoio considerável dos eleitores protestantes progressistas.
O Pew revelou que os americanos que não têm religião apoiam o aborto e o “casamento” gay numa taxa muito mais elevada do que os protestantes progressistas.
Os evangélicos progressistas sempre foram um importante eleitorado do Partido Democrático, de linha agressivamente esquerdista. Mas agora os americanos sem religião demonstram ser eleitores mais sólidos para esse partido.
O presidente Barack Obama, que é do Partido Democrático, é um evangélico progressista e grande promotor do islamismo.
Os evangélicos conservadores, compostos em grande parte por carismáticos, pentecostais e neopentecostais, preferem o Partido Republicano, que tem metas políticas relativamente menos progressivas, mas está cada vez menos conservador e está sob menos influência evangélica.
Pela primeira vez na história do Partido Republicano, o candidato a presidente, Mitt Romney, é um homem pertencente ao mormonismo, uma seita não cristã.
O eleitor cristão conservador se depara com um dilema cruel na escolha dos candidatos na disputa presidencial de 2012: um mórmon de intenções duvidosas ou um evangélico progressista que não deixa dúvida alguma com relação à sua intenção já muito bem conhecida de impor a agenda gay no mundo inteiro, com a poderosa máquina do governo americano. 
Romney pode ser menos agressivo, mas seu histórico político é também progressista. O primeiro estado americano a legalizar o “casamento” gay foi Massachusetts, sob o governo de Romney.

Assim, a disputa de 2012 é entre um mórmon progressista com um evangélico doidamente progressista.

O avanço conservador moral decisivo hoje na sociedade e política americana vem sendo feito majoritariamente por carismáticos e neopentecostais, mas eles não têm ainda os números e poder social e político que as igrejas protestantes tradicionais tinham até recentemente. Pelo contrário, o conservadorismo carismático enfrenta resistências da esquerda americana, seja de igrejas históricas que adotaram o liberalismo ou da própria mídia pró-aborto e pró-“casamento” gay.
O que poderia salvar os evangélicos dos EUA de um destino catastrófico é uma volta, entre as grandes denominações protestantes, ao exemplo de Anthony Comstock, um evangélico americano do século XIX considerado campeão na luta contra a pornografia, a contracepção e o aborto.

1.10.12

Como Vencer o Movimento AntiCristão do século XXI






Unidade anticristã x desunião cristã
O cristianismo sempre lidou com conflitos internos. Desde o Concílio de Jerusalém, por zelo e por amor ao Evangelho, teve que solucionar suas discordâncias. É verdade que nem sempre foram conflitos tão pacíficos como aquele. Houve, por vezes, verdadeiras batalhas. Também é verdade que os motivos nem sempre foram os mais justos, ou santos, mas, de qualquer maneira, o cristianismo manteve-se firme, ainda que dividido.

Desde o Grande Cisma, e mais ainda após a Reforma, a cristandade rachou de vez. Romanos de um lado, protestantes de outro e ortodoxos em outro ainda. Além dessas grandes divisões, as centenas ou milhares de divisões internas, principalmente dentro do lado protestante, tornaram o diálogo difícil e a conciliação, por óbvio, praticamente impossível.

No entanto, tal racha, ainda que sério, jamais ultrapassou os estritos limites das questões de fé. Foi, certamente, causado por divergências doutrinárias (sem descartar, claro, influências políticas e interesses pessoais). De qualquer maneira, tudo girando em torno das Escrituras e sua interpretação.

O Surgimento Movimento AntiCristão

Após a Revolução Francesa, principalmente, entrou, na sociedade, um elemento estrangeiro: uma cosmovisão absolutamente desligada das Escrituras e da tradição cristã. É verdade que seus fundamentos haviam surgido bem antes, mas apenas nela se tornou verdadeiramente um elemento político razoavelmente sistematizado.

Dali, o que houve foi apenas o crescimento de uma visão da vida cada vez mais desligada de Deus, o que desembocou nos movimentos ligados à uma visão estritamente materialista da sociedade, como o marxismo, o anarquismo etc., todas elas abertamente anticristãs.

Hoje, o que há é o domínio cultural e midiático, em quase todo o Ocidente, por grupos e pessoas ligadas diretamente ou por afinidade a esses movimentos que trabalham incessantemente para destruir os fundamentos deixados pelo cristianismo nesta parte do mundo.

Sem contar, ainda, as infiltrações, dentro das igrejas cristãs, por esses mesmos grupos e pessoas, que só fazem trazer para os púlpitos e altares, ainda que sorrateiramente, as mesmas idéias que encharcam o lodo ideológico ao qual pertencem.

A Desunião Cristã

Pelo lado dos cristãos acontece o contrário: ligados pelos mesmos fundamentos, alicerçados sobre os mesmos princípios, dividiram-se em tantas doutrinas, tantos sistemas e tantas crenças que já não mais se vêem como filhos de uma mesma mãe: a Igreja dos apóstolos. Se consideram, quando não inimigos, opostos ou distantes.

Então, o quadro que se coloca é este: anticristãos unidos pelos mesmos objetivos e mesmas idéias; cristãos desunidos, ainda que fundamentados sobre as mesmas bases.

Ora, quem está mais forte para ganhar essa batalha?

E pode um reino dividido subsistir?

O avanço ateísta e anticristão é uma realidade presente e cada vez mais forte. Sem resistência, vai impondo sua visão de mundo, invadindo os fundamentos da civilização (que ainda é cristã de alguma maneira) e subvertendo mentes que ainda resistem com resquícios dos ensinamentos religiosos recebidos durante dois mil anos.

Por outro lado, não há, do lado de cá, qualquer reação a esse avanço, senão manifestações individualizadas de inconformismos que, isoladamente, pouco podem contra tamanha investida.

A questão é: seria possível alguma união cristã contra tudo isso?

Sinceramente, olhando apenas como um observador, e conhecendo razoavelmente as partes envolvidas, não tenho muita esperança. Os católicos vêem os protestantes apenas como rebeldes insubordinados. Os protestantes vêem os católicos e ortodoxos como desviados da verdade. Tradicionalistas vêem carismáticos como vêem os protestantes e entre estes cada denominação ou mesmo templo vê o outro como herético. 
A única solução, se é que há, é, em primeiro lugar, o reconhecimento, pelos verdadeiros cristãos, de que existem inimigos concretos que lutam, incansavelmente, em favor da destruição dos pilares de nossa civilização, o que passa, obviamente, pela mitigação de toda e qualquer influência cristã. 
Em segundo lugar, a consciência do fundamento comum que liga todas as vertentes cristãs.
Se há divergências inconciliáveis, é preciso dizer quer há também convergências indestrutíveis; principalmente a participação de todos no Logos divino.
Essa comunhão em Cristo deve ser o estandarte principal. É ela que vai permitir que haja alguma resistência.
Se desejam lutar para que a civilização ocidental se mantenha em pé, enxergo apenas uma possibilidade: entendermos definitivamente que o inimigo não está na igreja ao lado, mas do outro lado do front, nas linhas inimigas daqueles que desprezam os valores herdados pelos dois mil anos de cristianismo.


Por Fabio Blanco

14.9.12

Por que os ímpios prosperam, enquanto os de coração puro são afligidos?














Salmos 73.

Este salmo é a busca amarga e desesperadora, relembra o tipo de pergunta que perturbava Jó e Jeremias (Jó 21.1-34; Jr 12.1), e o salmista tem uma confissão e uma descoberta suprema para repartir.

4.9.12

A Igreja de Mercado, a Nova Sociedade e os Crentes Neoliberais.

Os anos de 1970 marcaram o início da Teologia da Prosperidade no Brasil. 
Alguns segmentos no campo pentecostal, movimentos e organizações interdenominacionais foram veículos de divulgação do conjunto de doutrinas sobre a prosperidade pessoal como sinal de bênção divina.
Cada segmento, movimento, organização formula a seu modo às ênfases relativas à prosperidade e as doutrinas religiosas afins, direcionadas as realizações pessoais ou familiares, no progresso no campo da saúde, prosperidade material e financeira. 
A Teologia da Prosperidade foi bem aceita no Brasil das últimas décadas, devido aos novos rumos sociais, políticos e econômicos nos quais nossa sociedade esta inserida. Desta forma, o ambiente influenciou a ideologia dos indivíduos, assim novos paradigmas de verdade são tidos como incontestáveis.
O discurso baseado na Teologia da Prosperidade representa uma acomodação aos valores e interesses da sociedade contemporânea, alimenta a vontade de consumo como uma busca de satisfação e fortalece o comportamento individualista e liberal de costumes. E dentro deste processo, se revela a natureza humana pecaminosa que se afasta de Deus. 
As práticas políticas e econômicas vistas no Brasil e na América Latina são coerentes com as políticas neoliberais estabelecidas em todo o mundo. A força dominante no mundo atual é o mercado. 
Os países que são capazes de participar no mundo do mercado são aqueles que são aptos a produzir e consumir; caso contrário, estão fora da dinâmica econômica. 
Os Estados têm sido incapazes de mudar as leis de mercado ou influenciar o sistema global. A ideologia neoliberal, disseminada por intermédio da globalização da informação, faz com que os povos acreditem que o mercado ou o consumo é a solução da humanidade. Isso leva as pessoas a não priorizarem os laços de solidariedade, fazendo-as mais individualistas. 
No capitalismo, um dos motivos do êxito da Teologia da Prosperidade se dá porque apresenta um Deus que não incomoda o bom funcionamento do mercado econômico, por uma imersão na sociedade em sua dimensão econômica. 
Com relação às práticas mercadológicas, deve-se salientar que: 
As controvérsias deslanchadas por esse segmento religioso resultam, sobretudo, do importante espaço reservado às práticas mágicas e financeiras, embora, de um lado, suas igrejas não se restrinjam a esses aspectos e, de outro, magia e dinheiro não constituem prerrogativas exclusivas do neopentecostalismo. 
Conclui-se que é uma teologia que se adapta à atual sociedade moderna onde tudo se vende e tudo se compra, tudo se comercializa, mesmo o não racional, instalando-se assim a noção de religião paga. Aplicação de um marketing agressivo e voraz, posição estratégica para quem quer dominar uma situação. 
Mas, como todo fenômeno não nasce em um vazio, até porque para a sua expansão é preciso haver certas condições específicas que permitam o desenvolvimento, isto porque a natureza humana prefere a sociedade de consumo e as tentações do mercado, optando pela religiosidade mágica e utilitária, até como arma de ascensão social. 
A vivência religiosa atual sofreu, nas últimas décadas do século XX, mudanças substanciais. Alguns aspectos do novo perfil devem-se, entre outras vertentes, à multiplicação dos grupos orientais, à afirmação religiosa afro-brasileira, às expressões espiritualistas e mágicas. 
Teólogos e cientistas da religião, ao analisarem especificamente o campo das igrejas e dos movimentos cristãos, indicam que há no crescimento numérico dos grupos uma incidência intensa e direta de vários elementos provenientes da matriz religiosa e cultural brasileira.
Isso faz com que a vivência concreta de fé cristã adquira, por vezes, o que abre possibilidade para surgimento de elementos idolátricos. Neste sentido, destacam-se as “religiões de mercado”.
Todo esse quadro está em sintonia com as transformações sociopolíticas, econômicas e culturais em todo o mundo.
Trata-se de um sistema econômico em roupagem religiosa. 
É uma religião de resultados, uma ciência do sucesso.
A visão do mundo é dualista, estando o cristão no meio da batalha, entre Deus e Satanás.
O destino do ser humano está em suas mãos, basta investir em Deus e esperar dividendos. 

23.8.12

Valores Culturais Pagãos - A Velha Mentira na Versão da Era Digital

A cristianização da sociedade romana, após o edito de Milão no ano 313, fez com que as religiões politeístas ficassem restritas às pequenas aldeias rurais que eram chamadas de "Pagus".
Desde então os cristãos passaram a chamar de pagãos a todos aqueles que ainda conservavam o politeísmo.
Em seu verdadeiro sentido, o termo paganismo designa as religiões politeístas (religiões que adoram vários deuses e divindades) e seu modelo cultural.
O termo paganismo se aplica também ao estilo de vida das pessoas que não aceitam a existência de um único Deus criador de todas as coisas, cujo paradigma pode ser a sociedade greco-romana e, de certo modo, algumas sociedades que emergiram após os movimentos renascentistas. 
Essa "religião dos pagãos" - segundo a expressão do historiador hispânico Paulo Orosio (século V) - caracteriza-se por conceber deuses segundo o padrão, necessidades e desejos humano.
Deuses sujeitos às mesmas vicissitudes, paixões e fraquezas de homens e mulheres.
Deuses sem coerência teológica ou norma moral bem definida e objetivo.
Tal padrão cultural, isto é, tal modelo de conduta e de vida era conseqüente da desinformação e da sobreposição do lado irracional sobre o lado racional dos seres humanos. 
(Era como se o corpo "animal" prevalecesse sobre a mente "educacional", ou seja, a carne prevalecia sobre o espírito.)
 Por isso, naquela época aceitava-se as promiscuidades, as imoralidades, orgias, idolatrias e violências com muita naturalidade. Isso era até, "justificável", porque o povo ainda não conhecia uma educação decente e social procedente do Criador.
Hoje, no entanto, alguns dos nossos políticos redescobriram o paganismo, mas acham que inventaram fórmulas evoluídas de conduzir uma sociedade. 
O modelo pagão (laico, pluralista, igualitário, sem-censura, etc.) é o formato mais rudimentar e arcaico de se conduzir uma sociedade.
Este modelo não estabelece limites nem requer sacrifícios éticos e morais dos cidadãos. No sistema pagão, todos podem de tudo e do que bem quiserem sem se preocupar com conseqüências.
Em geral, o paganismo está ligado à ausência de limites, ausência de disciplina e ausência de abdicações preventivas de qualquer natureza. 
No paganismo, é comum a presença maciça de atitudes meramente prazerosas sem nenhuma preocupação com as conseqüências futuras. O efeito religioso (a multiplicidade de deuses, espíritos, orixás e divindades diversas) é apenas o lado mais evidente de um comportamento normalmente "do prazer" e descomprometido com o futuro. (Um comportamento demasiadamente "festivo" onde os desejos do corpo é que controlam a mente e não o bom senso). 
No dia-a-dia, o paganismo vai se estabelecendo através da substituição do racional pelo mais prático e prazeroso, isto é, as pessoas passam a se submeter apenas ao que querem e não ao que se deve e a que convém se submeter. 
As conseqüências ao longo do tempo são fracassos seguidos de fracassos acompanhados de dores e miséria. Tais conseqüências levam as pessoas ao desespero e ao surgimento de adorações a inúmeras “divindades” como tentativa de soluções sobrenaturais.
Portanto, paganismo não se restringe a insensatas adorações religiosas.
Na verdade, é todo um conceito social do qual deveríamos nos afastar o máximo possível!
(Obs: Algumas enciclopédias internacionais definem paganismo como o padrão de comportamento social e religioso que não tem procedência profética, ou seja, não procede dos ensinamentos cristãos, judaicos ou muçulmanos).
Karl Marx, o idealizador do comunismo ateísta (tido como “socialismo científico”), identificou a forte ligação entre a miséria e a prática religiosa pagã. Ele só não soube diferenciar o conhecimento religioso pagão (conhecimento oriundo de lendas, mitos e utopias humanas) do conhecimento religioso profético (conhecimento procedente do Deus Criador).
Hoje, já é evidente que o ateísmo de Karl Marx não é solução contra o paganismo, seja religioso, seja social. As últimas décadas demonstraram que o ateísmo-forçado (por imposição do governo) também gera subdesenvolvimento e pobreza, (isso ficou evidenciado na Rússia e no Leste Europeu no período comunista).
 No entanto, o Cristianismo, quanto mais genuíno, mais resulta em esclarecimento e prosperidade afastando a violência e a miséria dos países que o adotam. 
Podemos comprovar esta realidade comparando os índices de desenvolvimento dos países seriamente cristãos com os índices de desenvolvimento dos países mais ou menos pagãos.
Portanto, nós,cristãos, precisamos reavaliar as nossas tendências culturais e o nosso modelo educativo, se quisermos alcançar o cristianismo prevaleça.
Se dermos um pouco mais de crédito aos ensinamentos bíblicos, de forma sensata e sem muito misticismo, perceberemos as verdadeiras causas e as possíveis soluções dos problemas que assolam nossas sociedades.









10.8.12

Um evangélico na política não pode ser apenas um despachante da Igreja.














No passado a participação política era tratada como algo condenável entre os evangélicos.
A figura do crente lembrava um E.T., estava neste mundo, mas não era do mundo.
Ao lado disso, tínhamos a perspectiva escatológica de que a piora do mundo marcaria a volta de Cristo.
Algo inevitável e até mesmo encarado na base do “quanto pior melhor” principalmente no meio pentecostal.
Assim, o nosso lema até os meados de 1980 era “crente não se envolve em política”.
Hoje a realidade é bem diferente. É comum ouvirmos que “irmão vota em irmão” e nossas televisões, rádios e internet, estão repletos de deputados /pastores ou lideres evangélicos que exercem cargos eletivos.
Ouvir sobre a importância da participação na política não é difícil, o que é questionável são as causas apontadas para essa participação.
Menos do que evocar noções de cidadania e organização da sociedade civil, aquele discurso de que como “cabeça e não cauda” os evangélicos devem ocupar o seu espaço nas estruturas de poder é deplorável.
Mesmo aquela ideia de que a participação política deve refletir na defesa dos interesses dos evangélicos, evitando que leis contrárias a esses interesses sejam colocadas em prática, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos ás causas temporais da Igreja.
Um político evangélico tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” da igreja.
Consequentemente nossa ação na política deve se dar, tendo como perspectiva o mandato cultural e o fato de sermos sal e luz, nunca como uma busca de ganhos pessoais ou corporativos.
Mesmo com questionamentos e apontando limitações, analistas indicam essa nossa participação como uma“bem vinda politização” dos evangélicos.
A comunidade evangélica respira de forma intensa questões políticas e já não é mais novidade e nem causa mal-estar a nossa participação nesta área.
Lembro-me da história do Bartimeu ( Mt.10)  ele o cego é como a  política hoje ( medíocre,mesquinha e sem rumo) gritando para nós que vamos passando pelo caminho sem dar ouvidos ao seu clamor  de “tenham compaixão de mim”!
Devemos ter em mente a nossa responsabilidade em participar ativamente da sociedade.
Devemos sair das quatro paredes, por que Deus nos deixou no meio da sociedade e nos chama para sermos sal e luz neste meio.
 E isto se concretiza num envolvimento com as pessoas e estruturas.
Como cristãos temos a obrigação de fazermo-nos presentes, auxiliando projetos que busquem a justiça e denunciando aqueles que se encontram corrompidos. Deus não nos “deixou” por acaso ou sem rumo no meio social.
Tenhamos compromisso com o chamado que nos é feito e sejamos agentes de transformação no meio desta geração corrompida.


3.8.12

A Bíblia, o capitalismo e a prosperidade protestante




Com a consolidação da Reforma Cristã, por volta do século XVI e XVII, os principais países protestantes basearam-se na ética bíblica para desenvolver um sistema social contrário à servidão do Feudalismo praticado durante a Idade Média.
Nascia assim, em berço protestante, o que passou a ser chamado de sistema capitalista. O objetivo inicial era criar regras comerciais e produtivas que combatessem o escravismo e recompensassem as pessoas da forma mais justa e mais transparente possível.
 O resultado foi um forte crescimento econômico e industrial nos países que adotaram o “novo sistema” da forma justa e correta. Obs: o termo capitalismo é novo, mas o sistema em si (sua essência) já era utilizado pelo povo Israelita desde a época do profeta Moisés.
A conversão de produtos, serviços, mão-de-obra, tempo, imóveis etc., em valores monetários (dinheiro, “capital”), foi restabelecida pelos protestantes para se obter exatidão e velocidade nas relações comerciais, trabalhistas e produtivas logo após a Idade Média.
 Naquela época, por volta do século XVII e XVIII, constatou-se que era mais eficiente e mais seguro levar dinheiro, no bolso, do que sacos de farinha, ouro, cestas básicas, vacas etc., na hora de fazer qualquer transação comercial.
Além disso, sem a flexibilidade do dinheiro, era muito difícil trocar favores ou produtos sem que alguém saísse insatisfeito com a inexatidão do processo de trocas. Foi com esta mentalidade, inspirada na justiça e no rigor do velho testamento, que os protestantes desenvolveram o capitalismo moderno.
 A idéia era viabilizar o justo relacionamento -- da forma mais exata e mais rápida possível -- entre todas as classes sociais.
No entanto, por ser obra dos povos protestantes, o sistema capitalista foi duramente combatido pelos inimigos da Reforma Protestante. Durante muito tempo, os anticristãos (adeptos do comunismo Marxista) e os socialistas em geral, fizeram todo tipo de crítica para tentar escandalizar o sistema e os povos protestantes. Hoje, alguns esquerdistas ainda tentam iludir o povo associando a palavra capitalismo à ganância, exploração, roubalheira etc... A má fé, de algumas destas pessoas, não tem limite.
Infelizmente, por falta de informações como estas os cidadãos mais ingênuos acabam acreditando e se unindo a esses grupos. Seus líderes, no entanto, se vestem de cordeirinhos, mas, no fundo, são lobos mentirosos e insaciáveis que querem apenas manipular o povão para alcançar o Poder.
A partir do século XIX, vários países que não praticavam a ética e a religião protestante, isto é, não praticavam os valores morais e sociais de origem genuinamente cristãos, também aderiram ao uso massificado do capital (dinheiro) nas relações econômicas em geral. Estes povos, de cultura mais ou menos pagã, como o Brasil, praticam o que eu chamo de Capitalismo Pagão.Este sim, é um capitalismo selvagem. Isso porque as pessoas que o praticam ainda são pouco civilizadas e não aprenderam a respeitar o seu próximo como se fosse um irmão, (um dos principais ensinamentos dos povos protestantes).Ao contrário dos povos protestantes, os povos mais ou menos pagãos usam o poder do dinheiro para explorar o próximo e lhes fazer injustiças.
Podemos constatar essa realidade fazendo comparações entre países protestantes e países pagãos (países tidos como “laicos”, porém adeptos de sincretismos diversos). Se compararmos os juros, os salários, a renda per capita e a miséria, entre países protestantes e países mais ou menos pagãos, constataremos facilmente essa realidade. Na verdade, o Capitalismo, em si, não produz o bem nem o mal. Quem produz o bem ou o mal é a pessoa que o usa. E, em geral, as pessoas são fruto da educação religiosa que recebem. Uma religião sensata, rígida e decente, de origem realmente profética, produzirá povos e governos justos e éticos. Uma religião desleixada, inconsistente e vulgar (contaminada com paganismo, por exemplo), produzirá povos e governos instáveis e levianos.
Para que o Capitalismo brasileiro deixe de ser pagão e se torne um instrumente de justiça, de distribuição de renda e de estímulo à prosperidade, é necessário que o povo brasileiro pratique os princípios cristãos e a ética protestante.
As igrejas evangélicas precisam conhecer melhor esse assunto e concentrar um pouco mais de esforços no esclarecimento dessa questão. A fé sobrenatural tem seu devido lugar, mas os valores humanos e sociais, relatados na Bíblia, são fundamentos básicos para se obter uma educação realista, progressista e bem-sucedida em qualquer sociedade.
Com relação ao aspecto religioso, de fato, a abstenção das riquezas “mundanas” (pagãs, injustas) é uma precondição para que as pessoas alcancem uma conversão verdadeira. No entanto, uma vez convertido (uma vez súdito do Reino de Deus), toda riqueza alcançada é uma benção divina e deve ser respeitada.
É verdade que alguns homens de Deus (profetas escolhidos a dedo) precisaram viver na pobreza dada a peculiaridade da missão que tinham a cumprir.
Mas, em nenhum momento, Deus demonstrou que queria que seus súditos comuns vivessem na pobreza.
É um grave equívoco pensar que Deus nos quer na pobreza ou na miséria, seja ela socialista, seja capitalista. Se conseguirmos eliminar a parte pagã da cultura e da religião brasileira, seremos automaticamente mais felizes e mais prósperos.



Valvim M Dutra Autor do Livro Renasce Brasil.

19.7.12

Educação sem castigo físico: está na moda desde os tempos de Eli




A disciplina e os castigos fazem parte da família espiritual e humana.

( Em resposta a Lei da Palmadinha )

Assim como Deus disciplina seus próprios filhos espirituais, ele também quer que os pais aqui na terra disciplinem seus próprios filhos.


Embora as medidas de Deus contra a teimosia, rebelião e desobediência de seu povo sejam extremamente enérgicas e duras, ele limitou as ações enérgicas dos pais à utilização da vara em casos de necessidade.
No Novo Testamento, o Senhor Jesus se utiliza de repreensões e castigos para lidar com a desobediência de algumas igrejas.
Uma das igrejas recebeu a seguinte censura do Senhor:
“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica. Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras”.
Deus cuida de sua família espiritual, educando-a, treinando-a e castigando-a, e ele nos deixou o Livro de Provérbios a fim de que também eduquemos, treinemos e castiguemos nossos filhos.
A educação de crianças de Provérbios pode ser resumida num só versículo:
“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”.
(Provérbios;22:6)
Com os conselhos sábios de Provérbios, os pais podem treinar seus filhos a andar no caminho do comportamento bom e certo, e até o fim da vida eles praticarão o que aprenderam e evitarão os maus comportamentos.
Ninguém é mais sábio do que Deus em matéria de criação de filhos.
Nenhum livro da Bíblia fala tanto de sabedoria quanto Provérbios.
E ninguém na terra foi mais sábio do que Salomão, pois sua sabedoria vinha de Deus. Assim, a sabedoria de Deus juntamente com a sabedoria de seu servo Salomão produziram os conselhos mais sábios que os pais precisam para desempenhar a responsabilidade de treinar seus filhos no bom caminho.Educação sem castigo físico: esta na moda desde os tempos de Eli
A propaganda da moda, que segue o método de Eli de conversar e repreender sem usar uma vara, prega que a disciplina física leva a violência aos lares e à vida dos filhos.
Hofni, Finéias, Amnom, Absalão e Adonias — onde quer que eles estejam hoje — jamais concordariam com esse tipo de opinião!
Eles se tornaram maus e violentos e agora estão pagando um elevado preço, sofrendo castigo eterno.
Quem acha que o método de criação e educação de filhos sem castigo físico é invenção moderna superando práticas passadas, não conhece a vida de Eli e Davi.
Esse método não foi inventado pelos especialistas de psicologia de hoje.
Foi inspirado no coração humano e está em vigor há milhares de anos.
É claro que Deus não aceita abusos de autoridade, porém não é certo utilizar os casos de violência e excessos para anular as orientações do Livro de Provérbios para os pais, pois a Palavra de Deus é clara que é justamente a falta da aplicação de castigos físicos que pode levar as famílias e seus filhos a destinos trágicos.
Essas tragédias poderão ter um grande aumento em toda a sociedade, pois a meta do governo é proibir os pais de disciplinar os filhos.
Essa proibição inevitavelmente tornará ilegal e crime obedecer às orientações de Deus em Provérbios.
Os “sábios” deste mundo — que são verdadeiros tolos diante de Deus — só aceitam o que seus amigos “sábios” ensinam. Mas os verdadeiros sábios aceitam o que a Mente mais sábia do universo ensina em Provérbios.
“O tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos.” (Provérbios12:15)
“Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal.” (Provérbios13:20)
Texto de Julio Severo

5.7.12

Os Evangélicos na Política.











O aumento da crescente militância política evangélica tem levantado algumas questões importantes entre os próprios evangélicos:
Deveriam os evangélicos continuar politicamente passivos ou assumir uma postura mais agressiva diante das crises governamentais?Notícias sobre crises políticas e corrupções governamentais acabam polarizando a opinião pública.
É curioso ver, de um lado, políticos questionáveis se fazendo de vítimas para continuar recebendo o apoio popular e, do outro lado, oposicionistas aproveitando a situação para se autoproclamarem os únicos “salvadores” da pátria.
Ao mesmo tempo em que vários políticos tradicionais vão perdendo a credibilidade, algumas denominações evangélicas têm-se mobilizado politicamente, a ponto de montarem suas próprias bancadas em câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e mesmo no Senado Federal.
Tais bancadas se formam sob a alegação de que os políticos evangélicos são mais honestos e confiáveis. Há um princípio fundamental: que cada evangélico possui uma dupla cidadania – ele é, acima de tudo, cidadão do reino de Deus e, em segundo plano, cidadão do país em que nasceu ou do qual obteve a cidadania.
Consequentemente, deve exercer sua cidadania terrestre com base nos princípios cristãos de respeito ao próximo. Mesmo desaprovando situações de injustiça e exploração social, o evangélico deve procurar se relacionar respeitosamente com o governo civil e os partidos políticos , sem com isso comprometer os princípios bíblicos.
Pois como todos sabemos que o nível de justiça social de um país é diretamente proporcional ao nível de justiça individual de cada um dos seus cidadãos. Mesmo reconhecendo as dimensões sociais do pecado, a Igreja apoia e mesmo participa de projetos sociais e educacionais que beneficiam a vida comunitária sem conflitarem com os princípios bíblicos. Muitos desses projetos são levados a efeito em nome de uma ação social que nossas igrejas já fazem sem muitas vezes receber apoio financeiro governamental.
Por tanto, penso que devemos sim, participar da vida política de nosso País, justamente no momento em que há um crescimento numérico de evangélicos e uma crise ético-moral que assola o meio político.
Mas por favor, não vamos lá com aquele discurso de que vamos defender a Igreja de Deus, devemos ir como cidadãos, pessoa física e não pessoa jurídica, ou corporativa. Que o cristianismo não isenta os cristãos dos seus deveres civis é evidente na ordem de Cristo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Mar. 12:17.
O Novo Testamento apresenta várias orientações a respeito do dever cristão de honrar os governos civis como instituídos por Deus (ver Rom. 13:1-7; Tito 3:1 e 2; I Pedro 2:13-17).
Somente quando tais governos obrigam seus súditos a transgredirem as leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de que “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. Atos 5:29.

25.6.12

Era dos Relacionamentos Descartáveis



Alguém perguntou a um senhor, que completara sessenta e cinco anos de casamento:
— Qual é o segredo disso?  — Respondeu o senhor:
— Meu filho, nós nascemos em um tempo em que quando as coisas se quebravam, nos ensinavam a consertá-las.
Em nossos dias, não é somente o casamento que se tornou descartável. Muitas e variadas coisas nesses tempos modernos se tornaram dispensáveis. Inconscientemente, o homem hodierno, de tanto descartar pratos e copos, sapatos e lenços, ampliou esses atos rotineiros para relações interpessoais.
Compactado pela demanda urgente da vida globalizada, o ser humano se esqueceu de que valores não se jogam no lixo, que amigos não são de plástico e o casamento não é de papel. Nós precisamos entender que se não vale a pena consertar um sapato, em função da facilidade de se conseguir outro novinho sem pagar tanto por ele, amor, estima, respeito e consideração são valores que não devem ser descartados.
Vale muito, sim, a pena, cuidar dos relacionamentos, preservando as amizades e valorizando os vínculos familiares. Entendamos que os amigos são como oásis ao longo dos desertos e a família é o grande ventre social, emocional e espiritual que nos protege e  nos equilibra diante das dificuldades no dia-a-dia da vida.
Compreendamos que as dificuldades que enfrentamos em nossos vínculos sociais e afetivos não se resolvem apertando botões e que o acesso aos corações daqueles nos são caros, não se consegue com um clic. A automação característica de nossos dias desabituou-nos à espera, tirou-nos a capacidade de ter paciência, de transigir, de reconhecer nossos erros e pedir perdão, atitudes sem as quais nos distanciamos e nos isolamos de quem amamos.
Valorizemos e cultivemos a família e os amigos, afinal são a eles que buscamos, quando a vida se torna difícil.
Texto do Pr. Bartolomeu Severino de Andrade usado com permissão do autor.




5.6.12

As Estratégias Não Mudam !!!!



 Uma das estratégias do Maligno é que quando ele não está conseguindo nos derrotar no enfrentamento aberto, muda de tática e tenta ser nosso amigo. Isso é antigo e já se tornou provérbio popular que ensina: Se você não pode vencer o inimigo, alie-se a ele.
A História registra que quando o imperador Constantino percebeu que quanto mais matavam os cristãos, mais pessoas se convertiam a Cristo, simulou a sua própria conversão.
 Com isso, ele conteve o avanço evangelístico da Igreja, matando depois a sua vida espiritual, tornando-a  estatal. Conta-se que quando ele tentava atrair para o engano um dos remanescentes fiéis que não se renderam à política religiosa do império, dizia mostrando os tesouros da igreja: “Não podemos dizer como João, que não temos ouro nem prata.” Mas também conta-se que o crente fiel lhe respondeu: “É, mas também não podemos dizer, em nome de Jesus Cristo, o filho de Deus, ‘levanta-te e anda’.”
Do mesmo modo, não é incomum ouvirmos hoje pastores, quando estão enfrentando os oprimidos do diabo, ao invés de orarem e repreenderem os espíritos malignos, os enviam aos hospitais e às clínicas psiquiátricas.
 Falta em nossos dias o verdadeiro conhecimento de Deus e a unção do Espírito Santo, que produz a libertação de pessoas aprisionadas por espíritos enganadores.
O terrível quadro que se instalou em nosso tempo é esse: por um lado, temos os ativistas carismáticos sem  caráter e, do lado oposto, os frios filósofos intelectuais da  fé.
 Os primeiros expulsam demônios e curam enfermos, mas não conseguem se libertar de suas próprias doenças morais;  os segundos teologizam  e confeccionam  belos  sermões, peças literárias e frases de efeitos, no entanto sobrevivem aos seus medos e inseguranças, sob o jugo dos tranqüilizantes  e  das performances sociais.
No vácuo produzido por esses dois extremos, devemos perseverar crendo e nos equilibrarmos, como a Palavra ensina. Hoje, mais do que em qualquer outra época , devemos considerar o motivo do Senhor ter dito que certas castas de demônios só se expelem com jejum e oração. Consideremos também que Ele disse não ser suficiente conhecer apenas a Palavra, pois erramos quando, além da Bíblia, não conhecemos também o poder de Deus.
Precisamos voltar aos princípios da fé evangélica, a fim de gerarmos um povo espiritualmente sadio para o Senhor, porque a realidade hoje é Edir Macedo demonizando tudo e todos, enquanto que, contraditoriamente, prega a favor do aborto, como se isso  fosse a coisa mais sensata a fazer.
Do lado oposto, vemos a Globo numa surpreendente “abertura”, promovendo um especial de fim-de-ano evangélico, separando duas das mais representativas cantoras evangélicas do país para o show da virada do ano e do último caldeirão do ano. Com essa manobra, coloca os santos e os profanos juntos. Com essa sutileza do inferno, ela transmite a mensagem mentirosa de que não existe diferença entre os que serve a Deus e os que não o servem.
Honestamente, eu não sei o que é pior: o Edir acusando a maioria dos cantores evangélicos de  endemoninhados, ou se é a Globo  “abençoando” a música gospel brasileira. Sinceramente, sem de forma nenhuma querer parecer saudosista, eu sinto falta do tempo em que ser evangélico não dava status, mas acarretava perseguição. Sinto falta da época de minha conversão, quando não tínhamos como “irmãos na fé" apresentadoras de programas eróticos, futebolistas e artistas globais que eram membros de Igrejas e, ao mesmo tempo, clientes de night clubs. Lembro bem que não apoiávamos a causa gay e nem ouvíamos falar de “nu evangélico". Naquele tempo, sexo fora do casamento era pecado e os jovens depois dos cultos não iam para as baladas, não existiam mega igrejas, templos gigantescos.
 Era um tempo em que a mensagem do evangelho não era popular porque enfatizava o senhorio de Cristo. Entretanto, o povo de Deus era muito mais santo, unido, pacífico e simples. Consequentemente, nessa singeleza de viver, nós éramos muito mais felizes.
Finalmente, eu finalizo propondo a mim mesmo e a todos os que lerem esse texto, o seguinte: vigiemos, amigos, que o período histórico que estamos vivendo é exatamente aquele profetizado na Bíblia com relação aos homens serem ingratos e infiéis, que não suportariam a sã doutrina e por isso procurariam para si mesmos mestres segundo a sua própria concupiscência. Levemos à nossa geração a pura e viva Palavra de Deus. Estejamos atentos e não desconsideremos o que os inimigos do profeta Daniel disseram, quando procuraram e não encontraram nada que desabonasse a sua conduta, "Nunca acharemos nada contra esse Daniel, a não ser que a procuremos na lei do seu Deus".
O Dr. Billy Graham disse que quando o diabo não consegue nos derrotar com as coisas desse mundo, ele procura enganar-nos com a própria Palavra de Deus. Ele tentou isso contra Cristo, quando citou a Bíblia, a fim de que o Senhor se atirasse no precipício. Predomina no meio cristão, atualmente, a confusão e a tirania do carisma pessoal e do orgulho do saber. Carecemos da verdadeira virtude que flui pelo poder da dependência do Espírito para pregar o evangelho e assim gerarmos os frutos que permanecem para o Senhor.
Em meio a essa situação o Espírito quer restaurar as Igrejas, usando o remanescente fiel que não se conforma com esse mundo e por isso busca incessantemente o Senhor. Deus quer levar as suas Igrejas de volta à simplicidade da fé e da vida do Espírito. É de suma importância compreendermos essas verdades, a fim de andarmos segundo a santa, perfeita e agradável vontade Deus.


  (Pr. Bartolomeu de Andrade)
Autor do Livro Personagens Anônimos da Bíblia.




27.3.12

PARA AONDE VAMOS ???


Hoje nossa sociedade ocidental definha sob a violência do aborto e eutanásia, a praga do homossexualismo, a pobreza do materialismo, a coerção do socialismo, o domínio da educação “pública”, o caos do ativismo judicial, e a injustiça do racismo e sexualismo impostos.

Essas tiranias são todas o resultado direto do abandono do cristianismo bíblico.


O mundo ocidental tem aceitado crescentemente a proposta daquele primeiro político liberal moderno, Jean Jacque Rousseau: o Estado emancipará você da responsabilidade para com todas as instituições humanas não coercivas, como a família, igreja e os negócios, se apenas você submeter-se à coerção do Estado.

O homem moderno está disposto a negociar a sua responsabilidade para com a família, igreja e os negócios, trocando-a por submissão a uma ordem política crescentemente coerciva e violenta.
Estamos retornando ao mundo pagão clássico, no qual o Estado coercivo é o princípio unificador de tudo na vida.

Os regimes políticos mais cruéis, violentos e assassinos na história da humanidade tem sido os não-cristãos ou anti-cristãos: o humanismo pagão primitivo dos antigos Egito, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma, e o humanismo secular sofisticado da França revolucionária, União Soviética, China Vermelha, Alemanha Nazista, Itália Fascista, e outros estados seculares modernos.
O humanismo é e sempre será uma receita para o terror e tirania políticos.

A única esperança para o retorno da liberdade política e da sociedade livre que ela promove é um retorno ao cristianismo bíblico e ortodoxo.
O cristianismo não é meramente uma matriz na qual a liberdade política floresce; ele é o único fundamento sobre o qual se pode construir uma sociedade livre.
"Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" Jesus Cristo.

26.3.12

A BENÇÃO DO PERDÃO


Você já parou para pensar e calcular quanto tempo e energia tem gasto carregando consigo um ressentimento ou uma antiga magoa contra alguém?
Quase são os benefícios que isso tem lhe trazido?
Tem melhorado a qualidade da sua vida ou da vida de outras dentro so seu circulo de relacionamento?


O perdão é algo muito libertador.
Quando você culpa outras pessoas pelos seus problemas, ainda que por razões justificáveis, você passa a dar a elas o controle sobre a sua vida.
A mais sabia, inteligente e altruísta maneira de lidar com essa matéria é a de simplesmente perdoar.

O perdão traz de volta a você algo de tremenda importância : o controle que você perdeu.
Obviamente não existe nenhum ser humano que se alegre em ser prejudicado ou injustiçado por outras pessoas.
Porém, o fato é que se alguém feriu ou prejudicou você através de uma atitude ou verbalmente, isso não é o suficiente para que você venha a causar a si mesmo um mal ainda maior ao carregar um forte ressentimento contra essa determinada pessoa.
Retire dessa experiência amarga o melhor que pode ser retirado e siga em frente com a sua vida.

Nossa existência é curta demais para que você permita a outras pessoas, que uma vez o feriram no passado, continuem a ferir através do ressentimento.

Os benefícios do perdão podem acrescentar a sua vida saúde, vigor e a certeza de que você também irá precisar de muito perdão da parte de Deus ao longo de sua vida.

Aquele que não pode perdoar destrói a ponte que ele mesmo tem que atravessar.



“Porque, se perdoares aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoara: se, porém, não perdoares aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoara as vossas ofensas”.
Mateus 6: 14-15.