19.7.12

Educação sem castigo físico: está na moda desde os tempos de Eli




A disciplina e os castigos fazem parte da família espiritual e humana.

( Em resposta a Lei da Palmadinha )

Assim como Deus disciplina seus próprios filhos espirituais, ele também quer que os pais aqui na terra disciplinem seus próprios filhos.


Embora as medidas de Deus contra a teimosia, rebelião e desobediência de seu povo sejam extremamente enérgicas e duras, ele limitou as ações enérgicas dos pais à utilização da vara em casos de necessidade.
No Novo Testamento, o Senhor Jesus se utiliza de repreensões e castigos para lidar com a desobediência de algumas igrejas.
Uma das igrejas recebeu a seguinte censura do Senhor:
“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica. Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras”.
Deus cuida de sua família espiritual, educando-a, treinando-a e castigando-a, e ele nos deixou o Livro de Provérbios a fim de que também eduquemos, treinemos e castiguemos nossos filhos.
A educação de crianças de Provérbios pode ser resumida num só versículo:
“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”.
(Provérbios;22:6)
Com os conselhos sábios de Provérbios, os pais podem treinar seus filhos a andar no caminho do comportamento bom e certo, e até o fim da vida eles praticarão o que aprenderam e evitarão os maus comportamentos.
Ninguém é mais sábio do que Deus em matéria de criação de filhos.
Nenhum livro da Bíblia fala tanto de sabedoria quanto Provérbios.
E ninguém na terra foi mais sábio do que Salomão, pois sua sabedoria vinha de Deus. Assim, a sabedoria de Deus juntamente com a sabedoria de seu servo Salomão produziram os conselhos mais sábios que os pais precisam para desempenhar a responsabilidade de treinar seus filhos no bom caminho.Educação sem castigo físico: esta na moda desde os tempos de Eli
A propaganda da moda, que segue o método de Eli de conversar e repreender sem usar uma vara, prega que a disciplina física leva a violência aos lares e à vida dos filhos.
Hofni, Finéias, Amnom, Absalão e Adonias — onde quer que eles estejam hoje — jamais concordariam com esse tipo de opinião!
Eles se tornaram maus e violentos e agora estão pagando um elevado preço, sofrendo castigo eterno.
Quem acha que o método de criação e educação de filhos sem castigo físico é invenção moderna superando práticas passadas, não conhece a vida de Eli e Davi.
Esse método não foi inventado pelos especialistas de psicologia de hoje.
Foi inspirado no coração humano e está em vigor há milhares de anos.
É claro que Deus não aceita abusos de autoridade, porém não é certo utilizar os casos de violência e excessos para anular as orientações do Livro de Provérbios para os pais, pois a Palavra de Deus é clara que é justamente a falta da aplicação de castigos físicos que pode levar as famílias e seus filhos a destinos trágicos.
Essas tragédias poderão ter um grande aumento em toda a sociedade, pois a meta do governo é proibir os pais de disciplinar os filhos.
Essa proibição inevitavelmente tornará ilegal e crime obedecer às orientações de Deus em Provérbios.
Os “sábios” deste mundo — que são verdadeiros tolos diante de Deus — só aceitam o que seus amigos “sábios” ensinam. Mas os verdadeiros sábios aceitam o que a Mente mais sábia do universo ensina em Provérbios.
“O tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos.” (Provérbios12:15)
“Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal.” (Provérbios13:20)
Texto de Julio Severo

5.7.12

Os Evangélicos na Política.











O aumento da crescente militância política evangélica tem levantado algumas questões importantes entre os próprios evangélicos:
Deveriam os evangélicos continuar politicamente passivos ou assumir uma postura mais agressiva diante das crises governamentais?Notícias sobre crises políticas e corrupções governamentais acabam polarizando a opinião pública.
É curioso ver, de um lado, políticos questionáveis se fazendo de vítimas para continuar recebendo o apoio popular e, do outro lado, oposicionistas aproveitando a situação para se autoproclamarem os únicos “salvadores” da pátria.
Ao mesmo tempo em que vários políticos tradicionais vão perdendo a credibilidade, algumas denominações evangélicas têm-se mobilizado politicamente, a ponto de montarem suas próprias bancadas em câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e mesmo no Senado Federal.
Tais bancadas se formam sob a alegação de que os políticos evangélicos são mais honestos e confiáveis. Há um princípio fundamental: que cada evangélico possui uma dupla cidadania – ele é, acima de tudo, cidadão do reino de Deus e, em segundo plano, cidadão do país em que nasceu ou do qual obteve a cidadania.
Consequentemente, deve exercer sua cidadania terrestre com base nos princípios cristãos de respeito ao próximo. Mesmo desaprovando situações de injustiça e exploração social, o evangélico deve procurar se relacionar respeitosamente com o governo civil e os partidos políticos , sem com isso comprometer os princípios bíblicos.
Pois como todos sabemos que o nível de justiça social de um país é diretamente proporcional ao nível de justiça individual de cada um dos seus cidadãos. Mesmo reconhecendo as dimensões sociais do pecado, a Igreja apoia e mesmo participa de projetos sociais e educacionais que beneficiam a vida comunitária sem conflitarem com os princípios bíblicos. Muitos desses projetos são levados a efeito em nome de uma ação social que nossas igrejas já fazem sem muitas vezes receber apoio financeiro governamental.
Por tanto, penso que devemos sim, participar da vida política de nosso País, justamente no momento em que há um crescimento numérico de evangélicos e uma crise ético-moral que assola o meio político.
Mas por favor, não vamos lá com aquele discurso de que vamos defender a Igreja de Deus, devemos ir como cidadãos, pessoa física e não pessoa jurídica, ou corporativa. Que o cristianismo não isenta os cristãos dos seus deveres civis é evidente na ordem de Cristo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Mar. 12:17.
O Novo Testamento apresenta várias orientações a respeito do dever cristão de honrar os governos civis como instituídos por Deus (ver Rom. 13:1-7; Tito 3:1 e 2; I Pedro 2:13-17).
Somente quando tais governos obrigam seus súditos a transgredirem as leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de que “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. Atos 5:29.