5.7.12

Os Evangélicos na Política.











O aumento da crescente militância política evangélica tem levantado algumas questões importantes entre os próprios evangélicos:
Deveriam os evangélicos continuar politicamente passivos ou assumir uma postura mais agressiva diante das crises governamentais?Notícias sobre crises políticas e corrupções governamentais acabam polarizando a opinião pública.
É curioso ver, de um lado, políticos questionáveis se fazendo de vítimas para continuar recebendo o apoio popular e, do outro lado, oposicionistas aproveitando a situação para se autoproclamarem os únicos “salvadores” da pátria.
Ao mesmo tempo em que vários políticos tradicionais vão perdendo a credibilidade, algumas denominações evangélicas têm-se mobilizado politicamente, a ponto de montarem suas próprias bancadas em câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e mesmo no Senado Federal.
Tais bancadas se formam sob a alegação de que os políticos evangélicos são mais honestos e confiáveis. Há um princípio fundamental: que cada evangélico possui uma dupla cidadania – ele é, acima de tudo, cidadão do reino de Deus e, em segundo plano, cidadão do país em que nasceu ou do qual obteve a cidadania.
Consequentemente, deve exercer sua cidadania terrestre com base nos princípios cristãos de respeito ao próximo. Mesmo desaprovando situações de injustiça e exploração social, o evangélico deve procurar se relacionar respeitosamente com o governo civil e os partidos políticos , sem com isso comprometer os princípios bíblicos.
Pois como todos sabemos que o nível de justiça social de um país é diretamente proporcional ao nível de justiça individual de cada um dos seus cidadãos. Mesmo reconhecendo as dimensões sociais do pecado, a Igreja apoia e mesmo participa de projetos sociais e educacionais que beneficiam a vida comunitária sem conflitarem com os princípios bíblicos. Muitos desses projetos são levados a efeito em nome de uma ação social que nossas igrejas já fazem sem muitas vezes receber apoio financeiro governamental.
Por tanto, penso que devemos sim, participar da vida política de nosso País, justamente no momento em que há um crescimento numérico de evangélicos e uma crise ético-moral que assola o meio político.
Mas por favor, não vamos lá com aquele discurso de que vamos defender a Igreja de Deus, devemos ir como cidadãos, pessoa física e não pessoa jurídica, ou corporativa. Que o cristianismo não isenta os cristãos dos seus deveres civis é evidente na ordem de Cristo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Mar. 12:17.
O Novo Testamento apresenta várias orientações a respeito do dever cristão de honrar os governos civis como instituídos por Deus (ver Rom. 13:1-7; Tito 3:1 e 2; I Pedro 2:13-17).
Somente quando tais governos obrigam seus súditos a transgredirem as leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de que “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. Atos 5:29.

Um comentário:

  1. Este assunto é muito polêmico mesmo, mas nós temos de ter posições firmes do que queremos na vida. Se devemos ser pastores de almas ou mercenários do poder dado por Deus aos pastores. Bha tchê! Ser profeta não é mole, sofre-se perseguição!
    http://www.umaverdade.org/

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