3.8.12

A Bíblia, o capitalismo e a prosperidade protestante




Com a consolidação da Reforma Cristã, por volta do século XVI e XVII, os principais países protestantes basearam-se na ética bíblica para desenvolver um sistema social contrário à servidão do Feudalismo praticado durante a Idade Média.
Nascia assim, em berço protestante, o que passou a ser chamado de sistema capitalista. O objetivo inicial era criar regras comerciais e produtivas que combatessem o escravismo e recompensassem as pessoas da forma mais justa e mais transparente possível.
 O resultado foi um forte crescimento econômico e industrial nos países que adotaram o “novo sistema” da forma justa e correta. Obs: o termo capitalismo é novo, mas o sistema em si (sua essência) já era utilizado pelo povo Israelita desde a época do profeta Moisés.
A conversão de produtos, serviços, mão-de-obra, tempo, imóveis etc., em valores monetários (dinheiro, “capital”), foi restabelecida pelos protestantes para se obter exatidão e velocidade nas relações comerciais, trabalhistas e produtivas logo após a Idade Média.
 Naquela época, por volta do século XVII e XVIII, constatou-se que era mais eficiente e mais seguro levar dinheiro, no bolso, do que sacos de farinha, ouro, cestas básicas, vacas etc., na hora de fazer qualquer transação comercial.
Além disso, sem a flexibilidade do dinheiro, era muito difícil trocar favores ou produtos sem que alguém saísse insatisfeito com a inexatidão do processo de trocas. Foi com esta mentalidade, inspirada na justiça e no rigor do velho testamento, que os protestantes desenvolveram o capitalismo moderno.
 A idéia era viabilizar o justo relacionamento -- da forma mais exata e mais rápida possível -- entre todas as classes sociais.
No entanto, por ser obra dos povos protestantes, o sistema capitalista foi duramente combatido pelos inimigos da Reforma Protestante. Durante muito tempo, os anticristãos (adeptos do comunismo Marxista) e os socialistas em geral, fizeram todo tipo de crítica para tentar escandalizar o sistema e os povos protestantes. Hoje, alguns esquerdistas ainda tentam iludir o povo associando a palavra capitalismo à ganância, exploração, roubalheira etc... A má fé, de algumas destas pessoas, não tem limite.
Infelizmente, por falta de informações como estas os cidadãos mais ingênuos acabam acreditando e se unindo a esses grupos. Seus líderes, no entanto, se vestem de cordeirinhos, mas, no fundo, são lobos mentirosos e insaciáveis que querem apenas manipular o povão para alcançar o Poder.
A partir do século XIX, vários países que não praticavam a ética e a religião protestante, isto é, não praticavam os valores morais e sociais de origem genuinamente cristãos, também aderiram ao uso massificado do capital (dinheiro) nas relações econômicas em geral. Estes povos, de cultura mais ou menos pagã, como o Brasil, praticam o que eu chamo de Capitalismo Pagão.Este sim, é um capitalismo selvagem. Isso porque as pessoas que o praticam ainda são pouco civilizadas e não aprenderam a respeitar o seu próximo como se fosse um irmão, (um dos principais ensinamentos dos povos protestantes).Ao contrário dos povos protestantes, os povos mais ou menos pagãos usam o poder do dinheiro para explorar o próximo e lhes fazer injustiças.
Podemos constatar essa realidade fazendo comparações entre países protestantes e países pagãos (países tidos como “laicos”, porém adeptos de sincretismos diversos). Se compararmos os juros, os salários, a renda per capita e a miséria, entre países protestantes e países mais ou menos pagãos, constataremos facilmente essa realidade. Na verdade, o Capitalismo, em si, não produz o bem nem o mal. Quem produz o bem ou o mal é a pessoa que o usa. E, em geral, as pessoas são fruto da educação religiosa que recebem. Uma religião sensata, rígida e decente, de origem realmente profética, produzirá povos e governos justos e éticos. Uma religião desleixada, inconsistente e vulgar (contaminada com paganismo, por exemplo), produzirá povos e governos instáveis e levianos.
Para que o Capitalismo brasileiro deixe de ser pagão e se torne um instrumente de justiça, de distribuição de renda e de estímulo à prosperidade, é necessário que o povo brasileiro pratique os princípios cristãos e a ética protestante.
As igrejas evangélicas precisam conhecer melhor esse assunto e concentrar um pouco mais de esforços no esclarecimento dessa questão. A fé sobrenatural tem seu devido lugar, mas os valores humanos e sociais, relatados na Bíblia, são fundamentos básicos para se obter uma educação realista, progressista e bem-sucedida em qualquer sociedade.
Com relação ao aspecto religioso, de fato, a abstenção das riquezas “mundanas” (pagãs, injustas) é uma precondição para que as pessoas alcancem uma conversão verdadeira. No entanto, uma vez convertido (uma vez súdito do Reino de Deus), toda riqueza alcançada é uma benção divina e deve ser respeitada.
É verdade que alguns homens de Deus (profetas escolhidos a dedo) precisaram viver na pobreza dada a peculiaridade da missão que tinham a cumprir.
Mas, em nenhum momento, Deus demonstrou que queria que seus súditos comuns vivessem na pobreza.
É um grave equívoco pensar que Deus nos quer na pobreza ou na miséria, seja ela socialista, seja capitalista. Se conseguirmos eliminar a parte pagã da cultura e da religião brasileira, seremos automaticamente mais felizes e mais prósperos.



Valvim M Dutra Autor do Livro Renasce Brasil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário