23.8.12

Valores Culturais Pagãos - A Velha Mentira na Versão da Era Digital

A cristianização da sociedade romana, após o edito de Milão no ano 313, fez com que as religiões politeístas ficassem restritas às pequenas aldeias rurais que eram chamadas de "Pagus".
Desde então os cristãos passaram a chamar de pagãos a todos aqueles que ainda conservavam o politeísmo.
Em seu verdadeiro sentido, o termo paganismo designa as religiões politeístas (religiões que adoram vários deuses e divindades) e seu modelo cultural.
O termo paganismo se aplica também ao estilo de vida das pessoas que não aceitam a existência de um único Deus criador de todas as coisas, cujo paradigma pode ser a sociedade greco-romana e, de certo modo, algumas sociedades que emergiram após os movimentos renascentistas. 
Essa "religião dos pagãos" - segundo a expressão do historiador hispânico Paulo Orosio (século V) - caracteriza-se por conceber deuses segundo o padrão, necessidades e desejos humano.
Deuses sujeitos às mesmas vicissitudes, paixões e fraquezas de homens e mulheres.
Deuses sem coerência teológica ou norma moral bem definida e objetivo.
Tal padrão cultural, isto é, tal modelo de conduta e de vida era conseqüente da desinformação e da sobreposição do lado irracional sobre o lado racional dos seres humanos. 
(Era como se o corpo "animal" prevalecesse sobre a mente "educacional", ou seja, a carne prevalecia sobre o espírito.)
 Por isso, naquela época aceitava-se as promiscuidades, as imoralidades, orgias, idolatrias e violências com muita naturalidade. Isso era até, "justificável", porque o povo ainda não conhecia uma educação decente e social procedente do Criador.
Hoje, no entanto, alguns dos nossos políticos redescobriram o paganismo, mas acham que inventaram fórmulas evoluídas de conduzir uma sociedade. 
O modelo pagão (laico, pluralista, igualitário, sem-censura, etc.) é o formato mais rudimentar e arcaico de se conduzir uma sociedade.
Este modelo não estabelece limites nem requer sacrifícios éticos e morais dos cidadãos. No sistema pagão, todos podem de tudo e do que bem quiserem sem se preocupar com conseqüências.
Em geral, o paganismo está ligado à ausência de limites, ausência de disciplina e ausência de abdicações preventivas de qualquer natureza. 
No paganismo, é comum a presença maciça de atitudes meramente prazerosas sem nenhuma preocupação com as conseqüências futuras. O efeito religioso (a multiplicidade de deuses, espíritos, orixás e divindades diversas) é apenas o lado mais evidente de um comportamento normalmente "do prazer" e descomprometido com o futuro. (Um comportamento demasiadamente "festivo" onde os desejos do corpo é que controlam a mente e não o bom senso). 
No dia-a-dia, o paganismo vai se estabelecendo através da substituição do racional pelo mais prático e prazeroso, isto é, as pessoas passam a se submeter apenas ao que querem e não ao que se deve e a que convém se submeter. 
As conseqüências ao longo do tempo são fracassos seguidos de fracassos acompanhados de dores e miséria. Tais conseqüências levam as pessoas ao desespero e ao surgimento de adorações a inúmeras “divindades” como tentativa de soluções sobrenaturais.
Portanto, paganismo não se restringe a insensatas adorações religiosas.
Na verdade, é todo um conceito social do qual deveríamos nos afastar o máximo possível!
(Obs: Algumas enciclopédias internacionais definem paganismo como o padrão de comportamento social e religioso que não tem procedência profética, ou seja, não procede dos ensinamentos cristãos, judaicos ou muçulmanos).
Karl Marx, o idealizador do comunismo ateísta (tido como “socialismo científico”), identificou a forte ligação entre a miséria e a prática religiosa pagã. Ele só não soube diferenciar o conhecimento religioso pagão (conhecimento oriundo de lendas, mitos e utopias humanas) do conhecimento religioso profético (conhecimento procedente do Deus Criador).
Hoje, já é evidente que o ateísmo de Karl Marx não é solução contra o paganismo, seja religioso, seja social. As últimas décadas demonstraram que o ateísmo-forçado (por imposição do governo) também gera subdesenvolvimento e pobreza, (isso ficou evidenciado na Rússia e no Leste Europeu no período comunista).
 No entanto, o Cristianismo, quanto mais genuíno, mais resulta em esclarecimento e prosperidade afastando a violência e a miséria dos países que o adotam. 
Podemos comprovar esta realidade comparando os índices de desenvolvimento dos países seriamente cristãos com os índices de desenvolvimento dos países mais ou menos pagãos.
Portanto, nós,cristãos, precisamos reavaliar as nossas tendências culturais e o nosso modelo educativo, se quisermos alcançar o cristianismo prevaleça.
Se dermos um pouco mais de crédito aos ensinamentos bíblicos, de forma sensata e sem muito misticismo, perceberemos as verdadeiras causas e as possíveis soluções dos problemas que assolam nossas sociedades.









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