27.12.12

APESAR DE TUDO, FELIZ ANO NOVO


O tempo não para; e, já estamos longe.
Logo passaremos para o 4º ano da 2º década do 1º século do 3º milênio.
O tema favorito do momento continua sendo sobre o fim do mundo.


Desde que passamos para o novo milênio o assunto não muda e, as especulações sobre o fim do mundo vão desde a possibilidade da morrermos congelados pelo fato do afastamento gradual da Terra do Sol conforme previsão do Dr. Kaku; passando pelo aquecimento global com possibilidade de sermos engolidos pelo Sol por ele ser uma Estrela e poder inchar ate não querer mais, haja visto, as explosões solares que constantemente chegam a Terra; daí cruzamos com os Asteroides segundo a Nasa, foi catalogado cerca de 90% dos maiores asteroides cuja órbita pode passar pela Terra. Esse mapeamento feito pelos cientistas sugere que há cerca de mil asteroides próximos a Terra com o tamanho de uma montanha ou maior e, pode nos esmagar a qualquer momento.
Misericórdia.


Como se não bastasse, têm ainda notícias dos cientistas as voltas com os tais vírus influenza AH5N1, responsável por causar a gripe aviária. Segundo os caras é uma possibilidade real e pode infectar todo mundo. Mas, o que não muda há muito tempo é a ameaça de uma guerra nuclear - Estimativas garantem que há 20 mil ogivas nucleares espalhadas pelo mundo. A maioria é controlada pelos Estados Unidos e Rússia, e, basta uma dedada errada, e, adeus Terra.


É neste ritmo de incertezas que vamos entrar em 2013.
A coisa ta tão duvidosa, que não sabia se este artigo chegará a ser publicado,, visto que ainda estava previsto o fim do mundo [esqueça os detalhes] para o dia 21 de dezembro de 2012, ou até que apareça outras datas. Mesmo que seja de civilizações barbaras como os Incas, Maia ou de povos idólatras como os Indus......


Mas a despeito de todas essas previsões macabras, não vejo ninguém tentando entender honestamente e humildemente a Deus a fim de se salvar; não vejo ninguém procurando se proteger do Diabo que segundo ele mesmo disse a Deus vive andando por aí. Não vejo ninguém se afastando das voltas do inimigo ao derredor a procura de brechas ou fendas por onde ele possa entrar pelo caráter [Is. 30,13].


Já que a realidade do momento é essa, sugiro o mesmo que Tiago aconselhou:
“Enfrentem o Diabo e ele fugirá de vocês” [Tg. 4,7].
Façam como a igreja de Cristo, que apesar dos ataques auferidos via comentários mal-intencionados que chegam de todos os lados ate de nós mesmos, permanece em silêncio, buscando a face de Deus em oração chorando e clamando de joelho como aconteceu na Reforma do Século 16.


Portanto não só de malignas previsões viverá o novo ano, mas da vontade de Deus.
Não só de paixões humanas vive este mundo, mas do portar-se com temor ao Senhor [1Pe 1,17].
Já gastamos muito tempo com nossos desejos carnais, que nos escravizava, aproveitemos o novo tempo que está chegando, vamos sair deste cativeiro para outra esfera de vida com Cristo em meio a sua maravilhosa graça [Cl 1,13].


Quem pode levantar a mão contra um nomeado pela graça do Senhor?
Sim, está é a admirável absolvição de seguir Jesus, pois este pode julgar e decidir causas [1Rs3];
arregimentar um novo emprego [1Rs 5];
escolher uma esposa [2Sm 13];
dispor de propriedades [2Sm 9];
recomendar e designar na política [ 1Rs 2];
recusar ordens ilegais [1Sm 22];
dessa forma, a sabedoria, sinceridade, amor pela verdade, temperança, justiça e misericórdia o acompanhará todos os dias pela graça do Senhor Jesus.


2013, será o ano da vitoria definitiva do povo de Deus, que, com um único olhar, esmiúça todo mal [Pv. 20].


Amem? Amem!

1.12.12

Meu relacionamento com Jesus é maior do que as minhas crenças.


Crença é a afirmação racional que descreve a realidade, o mundo que nos cerca descrito em palavras, o conjunto de doutrinas que adotamos para organizar a realidade e nos situarmos nela, isto é, a maneira como enxergamos o mundo, a vida, e como devemos nos comportar de modo a que nossa existência tenha sentido: significado e direção. 
Existem crenças filosóficas, ideológicas, científicas e, principalmente, religiosas. A crença diz respeito ao que acreditamos: que o homem é a medida de todas as coisas, que o capitalismo é o melhor modelo econômico, que a terra gira ao redor do sol, que Jesus Cristo é Deus, por exemplo.

As religiões estão baseadas em crenças: os muçulmanos acreditam que a revelação definitiva de Deus foi dada a Maomé; os judeus acreditam na Lei de Moisés; os budistas acreditam que todo ser humano pode atingir a iluminação e se tornar um Buda. 
Dentro de cada sistema religioso existem também divisões em razões de crenças diferentes. Por exemplo: os cristãos chamados arminianos (de Jacobus Arminius), em geral, acreditam que é possível perder a salvação, e os cristãos de tradição calvinista (de João Calvino) acreditam que uma vez salvo, pra sempre salvo, e que se alguém não foi para o céu é porque nunca foi salvo.

As crenças têm uma característica paradoxal: ao mesmo tempo em que aproxima as pessoas, afastam as gentes. As pessoas se ajuntam ao redor de suas crenças, gostam de ficar na companhia de quem tem as mesmas idéias, pratica os mesmos rituais e se comporta de acordo com as mesmas regras morais. O problema é que, geralmente, estas pessoas unidas pelas crenças comuns declaram guerra a todo mundo que não concorda com elas.

Quando Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, estabelece uma nova dimensão de relação com a verdade. A partir dessa declaração de Jesus, a verdade não é mais uma questão de crença, pois já não se trata de explicar e descrever a realidade de maneira racional, mas de se relacionar com uma pessoa: o próprio Jesus
Novo Testamento Judaico traduz corretamente João 3.16: “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo que nele confia possa ter vida eterna, em vez de ser completamente destruído”. 
A relação com  Jesus transcende a questão da crença –acredito ou não acredito. 
É uma questão de fé – confio ou não confio, entrego a ele minha vida ou não entrego.
As crenças pretendem traduzir a verdade em palavras. Mas o relacionamento com uma pessoa será sempre maior do que sua descrição, até porque toda pessoa é sempre maior do que as palavras conseguem descrever.

Esta é a razão porque o relacionamento com Jesus está na dimensão da , e não da crença. Meu amigo Paulo Brabo, que me ajudou a entender essas coisas, disse algo interessante: “Não tenho como recomendar a crença; sua única façanha é nos reunir em agremiações, cada uma crendo-se mais notável do que a outra e chamando o seu próprio ambiente corporativo de espiritualidade. Não tenho como endossar a crença; não devo dar a entender que a espiritualidade pode ser adequadamente transmitida através de argumentos e explicações. Não devo buscar o conforto da crença; o Mestre tremeu de pavor e não tinha onde reclinar a cabeça. Não devo ouvir quem pede a tabulação da minha crença; minha fé não é aquilo em que acredito.

Nunca deixa de me surpreender que para o cristianismo Deus não enviou para nos salvar um apanhado de recomendações ou uma lista suficiente de crenças, mas uma pessoa. Minha espiritualidade não deve ser vivida ou expressa de forma menos revolucionária. 
Não pergunte em que acredito”
Ao que eu acrescentaria: a pessoa em quem confio – 
Jesus Cristo, é mais importante do que as coisas em que acredito.

Por  Ed René Kivitz.